Thursday, May 24, 2012

Cook Boteco Service: Um Serviço Inovador


Chef de Cozinha Byra Di Oliveira
Como explicar a trajetória de um homem que viveu a maior parte da sua vida na cidade e se isolou no campo, de onde só sai para levar às residências e empresas sua gastronomia de cunho popular, mas de muito bom gosto. 

Esse isolamento começou depois que, criador que foi do primeiro "boteco em casa" da web há 7 anos atrás, não conseguiu reunir o número suficiente de amigos para montar um bar localizado, embrião de uma futura franquia. 

Dessa frustrada experiência nasceu a idéia de abandonar, numa certa medida a onda que se criou das festas com o tema boteco, para desenvolver cardápios diferenciados, e utilizar tão somente a internet para se comunicar com os clientes, se firmando em pouco tempo como um "personal boteco", tendo alcançado a marca de 5.000 convidados atendidos e introduzido, definitivamente, o conceito da “comida de boteco” no setor de alimentos e bebidas para festas e eventos.

"Meu espírito empreendedor manifestou-se aos 11 anos de idade quando, garoto pobre, montei uma barraquinha para vender fogos juninos em frente a minha casa. Dai vieram inúmeras idéias de empreendimentos, como um clube recreativo, um jornal juvenil e muitas outras pequenas realizações adolescentes.

Antes de tornar conhecido o meu ''cook service" me graduei em Administração pela UFF, e me formei como Cozinheiro Chefe pelo SENAC. Também freqüentei cursos e workshops com José Hugo Celidônio, Maria Tereza Wess, e outros grandes chefs e culinaristas.

Esta minha atividade na área gastronômica se deu conjuntamente com a construção dos meus 40 anos de vida profissional em empresas públicas, nacionais e multinacionais; e com a longa passagem que tive pela vida cultural, onde produzi discos, shows e eventos institucionais, fui cantor e comunicador infantil, e ainda sou escritor adulto e infantil, e compositor letrista popular. 
(clique para ver a trajetória do Chef na área cultural) 

Com o meu BOTEQUIM EM CASA, o mais antigo e único a trabalhar exclusivamente com este tipo de culinária venho efetuando um resgate da chamada comida de botequim enquanto gastronomia de bom gosto, introduzindo conceitos que aprendo na minha convivência com o campo, onde vivo um estilo de simplicidade voluntária, longe do stress da grande cidade, reconhecendo que o meio ambiente é fator importante na qualidade da alimentação.

A originalidade do deste meu trabalho está na sua nova maneira de conceber o negócio de alimentos e bebidas em domicílio, que foge ao modelo de atendimento fechado dos serviços de buffet para realizar um único evento por data com a proposta de um novo padrão de preço dividido em atividades, oferecendo ao cliente a possibilidade de pagar aquilo que realmente necessita.

Com isso, acreditando que é possível oferecer um serviço de qualidade superior a um preço acessível tornamo-nos o primeiro 'butiquim virtual' a operar em residências, clubes e condomínios como se fosse num verdadeiro bar e restaurante, com cardápios de comida típica e uma enorme variedade de salgados, pratos, comidinhas e petiscos, orçados pelo justo valor e qualidade do serviço."


Página do site www.seubotecoemcasa.com.br 

Tuesday, May 22, 2012

A Rio Restaurant Week 2012



O Rio Restaurant Week aporta na cidade maravilhosa em sua 6ª edição. O evento, que nasceu em Nova York, ocorre entre os dias 21 de maio e 03 de junho e traz mais de 50 restaurantes cadastrados. Clientes MasterCard Black e Platinum terão a oportunidade de aproveitar exclusivamente o evento com uma semana de antecedência, entre os dias 14 e 20 de maio.
Os menus vão custar R$31,90 no almoço e R$43,90 no jantar incluindo entrada + prato principal + sobremesa. Cada restaurante vai oferecer duas opções de cada item para que o cliente escolha o de sua preferência. Bebidas, couvert e serviço não estão inclusos no valor.
As reservas poderão ser feitas online e em tempo real no site do festival gastronômico (www.restaurantweek.com.br). A ideia é uma parceria com a empresa Restorando e é válida apenas para as casas que optarem pelo serviço, para os demais, as reservas podem ser feitas diretamente nos restaurantes.

Saturday, May 19, 2012

A Feira Internacional de Produtos para Gastronomia, de Chicago, USA


A próxima já está programada

Quem quer montar o enxoval do seu restaurante ou espaço gourmand encontra absolutamente tudo na "International Food Service Market  Place" de Chicago, USA: louças, utensílios, acessórios de atendimento, móveis. Arquitetos e designers de interiores conseguem montar um restaurante completo em uma única feira, com esbanjo de bom gosto e uma variedade de tendências atendendo do simples boteco ao ambiente multiestrelado.

A National Restaurant Association (NRA) Show em Chicago ocorreu entre os dias 5 e 8 de maio. É um dos poucos lugares e eventos do mundo que reúne 58 mil profissionais de mais de 100 países a 1,8 mil expositores. A NRA reúne empresários e apresenta novos conceitos com a finalidade de desenvolver oportunidades de negócio, eficiência em termos de energia, implementação de medidas de segurança para ajudar não apenas o seu estabelecimento, mas, mais importante ainda, o meio ambiente. Como fonte de conhecimento, a NRA também tem estandes conduzidos por especialistas em educação, onde mais de 70 sessões gratuitas fornecem conhecimento sobre tópicos atuais, abrangendo áreas de interesses múltiplos que podem fazer diferença aos operadores de restaurante, aulas para demonstrar a boa cidadania corporativa, palestras sobre como lidar com seus funcionários, treinamentos e orientações a estudantes sobre sustentabilidade.

Durante o evento, os visitantes podem apreciar toda a gama de produtos disponíveis nos EUA e ver como são capazes de obter o resultado perfeito com as suas supermáquinas de preparação para todos os tipos de alimento, elevando a qualidade ou sabor do produto, demonstrando novas ideias, novas técnicas e tendências.

De fato, caminhar pelos corredores desta feira exige disposição e boa forma. Tenho a sensação de ter caminhado em cada um deles, recebendo tantas informações que, para fazer a triagem delas, exige atenção redobrada. Dos equipamentos apresentados, em minha opinião, um dos “brinquedos” top é o forno espanhol Josper que atende até 500 pessoas por dia usando apenas 15 quilos de carvão, com uma grelha inferior para carnes e outra superior para cocção em panelas de ferro fundido. Quem opera não pode sair da frente do equipamento que trabalha de porta fechada, segredo da economia de carvão e transferência do aroma para as panelas da grelha superior. Se virar as costas por tempo demais o alimento passa do ponto...

Outra maravilha é o preparador de alimentos Ribot ( nome de um famoso cavalo de corrida que tinha porte rústico e mesmo assim ganhava tudo) da Italiana Telme. Ele cozinha na temperatura, velocidade, modo de emulsão que você programa e, uma vez o alimento pronto, abate a temperatura dele em 15 minutos para 5 graus positivos, proporcionando segurança alimentar quando se trata de guardar o produto para uso posterior. Ele faz caldos, cremes, molhos, bolonhesa, ragouts, ensopados e vai até 18 graus negativos para preparar sorvetes, sorbets e outras sobremesas que apenas precisam ficar geladas no preparo e consumo.

Sonhei com a qualidade dos insumos apresentados, carnes maturadas ricamente marmorizadas, queijos do Wisconsin e outros estados que deixaram meu paladar de francês chauvinista com as papilas estremecidas, frutos dos mares do Alaska e outras águas abençoadas, mini vegetais de quase todos os tipos imagináveis, enfim, a NRA não é só para encantar profissionais, o bom gourmet não perde a viagem...

Ano que vem, tem mais ....

1º Festival do Tira Gosto em Guaratinguetá, SP


A Associação Comercial e Empresarial de Guaratinguetá, em parceria com a Secretaria de Turismo de Guaratinguetá, realiza neste final de semana, nos dias 18, 19 e 20 de maio, o 1º Festival do Tira Gosto na Praça Conselheiro Rodrigues Alves, em Guaratinguetá.

O evento irá contar com a participação de dez bares e restaurantes de nossa cidade, que levarão até a Praça três tipos de tira gostos, ao todo 30 tipos, no valor único de R$10,00 para cada prato. As bebidas também terão preço padronizado.

Além dos petiscos de boteco, também haverá atrações musicais, atrações para crianças e um ambiente agradável para toda família.

Na sexta-feira, haverá apresentação do grupo Nó na Madeira, sábado teremos a apresentação da Tenda do Samba e domingo a Banda Amigos do Lé.

“Nosso objetivo é, além de fomentar o comércio de nossa cidade, promover um final de semana agradável para as famílias e turistas que vem visitar a nossa cidade, tornar nossos restaurantes e bares conhecidos e dar a oportunidade de todos conhecerem e provarem diversos pratos de nossa culinária”, afirma a presidente da ACEG, Márcia Molina.

O evento começa dia 18 de maio, sexta-feira, das 15h às 22h e no sábado, 19 de maio, e domingo, 20 de maio, das 10h às 15h.

Além disso, sábado, dia 19, ao meio-dia, acontece na Praça Conselheiro Rodrigues Alves o sorteio da campanha do Dia das Mães – Você e Sua Mãe em Foz do Iguaçu.

Mais informações, entrar em contato com a ACEG pelos telefones 3128 2208 ou 3128 2219.

Thursday, April 26, 2012

Vassouras realiza seu IV Festival "Sabores de Botequim"


Entre os dias 04 e 13 de maio, a cidade de Vassouras, no Rio de Janeiro recebe a quarta edição do Festival Sabor de Botequim, criado para divulgar a cultura enraizada nas cidades do interior fluminense, além de valorizar a qualidade e importância dos produtos regionais. O evento oferece, além da tradicional comida de boteco, workshops de culinária e fotografia, degustação de carnes nobres e, ainda, um passeio pela cozinha internacional, da tailandesa à clássica massa italiana. Tudo isso regado a muita cerveja artesanal, cachaça e vinhos das melhores safras.

Os comensais poderão apreciar uma brasileiríssima feijoada, ao som de pandeiro e cavaco, no “Feijão de Bamba, Cachaça e Samba”, sob o comando da Chef Katia Lopes do Aconchego Carioca. Para aqueles que preferem ares mais sofisticados, uma ótima pedida é o “Ricette della Nonna”, que promete um jantar ítalo-brasileiro com Gnocchi de Baroa e Ragú de Carne Seca, preparado a quatro mãos pelos Chefs Alexsandro Roppe e Eduardo Ferreira, com direito a sommelier e tudo. Já quem gosta mesmo é da cultura regional, tem espaço garantido em “Petiscos Magníficos”, com os Chefs Frederic Mounnier e Julien Mercier, que prepararão, entre outros quitutes, Pastel de Acém Confit na Cachaça e Couve Frita e “Deliciosa Sustentabilidade”, com Chef Lucas Mendes, que utilizará produtos locais como Queijo Solidão no preparo de suas receitas como Bolinho de Arroz Piamontese e Beijo na Boca – um escondidinho com língua defumada no recheio. Opções não vão faltar!

Dezessete Chefs no total, além dos já citados, incluem ainda David Mansaud, Jan Santos, Camila Coura, Ygor Ytalo, Antônio Índio, Eduardo Ferreira e Mirka Lage, entre outros, que se revezam em doze locais na região de Vassouras: Mara Palace Hotel, Varandas, Casario Shopping, Fazenda Carvalheira, Churrascaria 393, Sputnick, Sem Comparação, Hotel Santa Amallia, Vassouras Eco Resort, Botequim Oficial, Casa de Cultura de Vassouras e Fazenda Magnífica. O objetivo é agradar a todos os paladares. Diferentes propostas em diferentes ambientes, sempre se adequando às peculiaridades dos Chefs responsáveis.

O encerramento do Festival será na Praça Barão de Campo Belo, no Centro Histórico de Vassouras, às 12h. Em comemoração ao Dia das Mães, os organizadores apostam numa festa super especial: “Mamãe vai ao Boteco”, que inclui um workshop gastronômico e uma degustação gratuita, orientados pelo Chef Marcio Moreira. Para fechar com chave-de-ouro, logo após a aula, os visitantes terão a chance de se deliciar com um prato típico de botequim, preparado na Panela Brasil, uma panela gigante capaz de fazer comida para até 1000 pessoas de uma só vez.

A programação completa do IV Festival Sabor de Botequim pode ser encontrada no endereço eletrônico www.sabordebotequim.com .

Monday, April 23, 2012

Boteco em Casa

Procurando um boteco para fazer uma festa em casa? Pois então faça com quem entende.
Aqui uma dica dos melhores serviços para a sua comemoração.

Rio de Janeiro:

BOTECO DO BYRA - ITINERANTE
Contatos: emcasa@botecodobira.com.br
Tel: (21) 4063-9883 (Barra/Zona Sul/Niterói)

BOTEQUIM INFORMAL
Contatos: informalfazafesta@botequiminformal.com.br
Tel.: (21) 7827-5957

ACADEMIA DA CACHAÇA
Contatos: festa@academiadacachaca.com.br
Tels.: (21) 2529-2680/2492-1159 (Barra/Leblon)

CHICO E ALAÍDE
Tels: (21) 2512-0028

São Paulo:

BONIFÁCIO
Contatos:
Tel.: (11) 2579-9909

Friday, April 20, 2012

Festival Roda de Boteco agita Recife a partir desta sexta-feira


A partir desta sexta-feira (20), o Recife sedia a 6ª edição do Roda de Boteco, o festival gastronômico com petiscos exclusivos em bares e botecos da cidade vai premiar os melhores estabelecimentos e garçons. Vinte e oito pontos já se cadastraram e participam do evento até 19 de maio. Este ano, o slogan do Roda é "Mais do que um festival, um grande encontro de amigos". Os pratos participantes do concurso custam R$ 12,90 com um detalhe, a primeira cerveja é de graça.

Serão premiados os estabelecimentos com mais pontos nos quesitos: tira-gosto, atendimento, temperatura da bebida e higiene. Os pontos comerciais participantes estão sinalizados com banners, cartazes, displays de mesa, encarte de cardápio, urna, cédulas de votação e garçons com o avental do festival.

Na 6ª edição, o festival tem uma novidade para os apreciadores do bom boteco. A promoção vai dar ao botequeiro um ingresso para  Festa do Botecão. É só visitar os 28 bares/botecos participantes, provar o petisco e pedir para carimbar o passaporte. Completou, ganhou um ingresso. A festa de encerramento acontece no dia 26 de maio, no Clube Português com shows de Arlindo Cruz, Grupo Família, Batuk de Bamba e Só na Marosidade.

Saturday, March 17, 2012

Boteco em Casa: Monte o Seu

www.butiquimvirtual.com.br 
Na busca do crescimento e aprimoramento do seu negócio todo empresário precisa de uma clientela selecionada. 
E para isso você é muito importante!
Indique-nos ao restaurante ou café do seu condomínio, aos seus clientes e amigos empreendedores, ou seja você mesmo um parceiro que lhe ofereceremos um bom retorno.
Estamos na busca de parceiros realizadores que queiram investir ou ampliar os seus negócios, implantando um serviço no estilo "festa em casa" no seu estabelecimento.
Também temos estrutura de boteco itinerante para promotores e agências de publicidade que queiram associar a imagem dos seus clientes a um legítimo botequim carioca, em feiras, eventos e exposições. 
Além de endereços com boa visibilidade na internet oferecemos a experiência de quem há 6 anos atua com pioneirismo no ramo de alimentos e bebidas com serviços de bar e restaurante em casa, e mais de 5.000 convidados bem atendidos, como criadores do conceito de "botequim em casa". 

Oferecemos
>> Conforto Para o Seu Cliente
>> Excelente Garantia de Investimento
>> Boa Lucratividade
>> Suporte Operacional
>> Ligue grátis no horário comercial

Tuesday, March 13, 2012

A Segunda Edição da São Paulo Boteco Week



Cada bar ou boteco participante irá elaborar três opções de combinações de comida típica de boteco + bebida especialmente para o evento.Quem pensa que por conta do preço especial as combinações serão minguadas está enganado.Por ser uma semana especial e temática, o ideal para ganhar novos clientes é caprichar nas combinações e é exatamente isso que os participantes estão fazendo.
Alguns clássicos da culinária de botequim, como a unânime porção de fritas, da Casa da Sogra e algumas novidades, como a coxinha de feijão, do Tubaína Bar, devem fazer o público movimentar a cidade em busca das delícias oferecidas pelos bares e botecos participantes.
Veja algumas das combinações:
- Bolinho de tapioca com queijo coalho e geléia de pimenta + 2 chopes Braumeister, no Gorila Café;
- Aspargos verdes com queijo Brie e presunto Parma com 3 chopes Heineken claros 300ml, no Fort London;
- Coxinhas recheadas com frango e catupiry + 1 chope Warsteiner, no Murymarelo;
- Frango a passarinho + 2 caipirinhas de cachaça, no Esquina Grill;
- Filet mignon aperitivo + 2 cervejas Budweiser 600ml, no Bar Providência;
- Caipirinha feita com cachaça, tangerina e mangericão + escondidinho de camarão, no Quintal Bar e Restaurante.
A primeira São Paulo Boteco Week, em formato experimental, ocorreu em agosto de 2011 com 7 bares participantes. Ente eles o estrelado Bar Higienópolis e o tradicional Elídio Bar.
Nessa edição, serão cerca de 30 participantes, com destaque para o tradicional Amigo Giannotti, Quintal Bar e Restaurante, Tubaína Bar, Caiubier, Caos, Casa da Sogra, BarTira, Pompéia Bar e Pompéia Pizza Bar. A lista completa dos participantes estará disponível no site oficial da São Paulo Boteco Week no dia 10 de março.
São Paulo é uma das capitais mundiais da gastronomia, com comidas de todas as partes do Brasil e do mundo, por isso a pergunta feita pela organização do evento de “Qual petisco tem cara de São Paulo?” promete dar o que falar entre uma combinação e outra.
A organização do evento planeja edições em algumas cidades do interior paulista, Curitiba e Salvador ainda este ano.
Sobre a São Paulo Boteco Week
Diferentemente de outras semanas temáticas que ocorrem na cidade de São Paulo como a semana dos spas (São Paulo Spa Week), a semana de restaurantes (São Paulo Restaurant Week) e a semana de moda (São Paulo Fashion Week), o setor de bares e botecos ainda não havia sido contemplado com uma semana exclusiva.
Embora São Paulo seja uma das capitais mundiais da gastronomia, nunca houve um evento oficial voltado para bares e botecos. A São Paulo Boteco Week, que está em sua segunda edição, é um evento único, voltado especificamente para este tipo de estabelecimento na cidade de São Paulo.
Uma cidade com cerca de 15 mil bares terá, durante uma semana, apenas os bares e botecos participantes da São Paulo Boteco Week.
O conceito da São Paulo Boteco Week é oferecer aos clientes a possibilidade de escolher entre três combinações de bebidas + comidinhas típicas de boteco, elaboradas especialmente para o evento, pelo valor único de 25 reais, cada combinação.
É um evento que nasceu com a pretensão de realizar outras edições e expandir seu conceito para outras cidades e estados.

Saturday, February 18, 2012

A Grande Nação Africana e a Feijoada do Chef no Carnaval 2012

Outro dia fui convidado a aplicar uma feijoada lá pras bandas de Jacarepaguá.
Como sempre fui logo me acercando no meu ambiente de trabalho: a cozinha.
Eis que começou um entra e sai pelos ambientes da casa, e aos poucos, atraídos pelo cheiro da comida, um a um os convidados se aproximaram da cozinha trazidos pela dona da casa, que queria lhes apresentar o responsável por aquele perfume de feijão.
Não sabia do que se tratava, nem para que fim era o evento.
Só sei que a cada minuto que passava para apresentação dos acepipes subia em mim o sangue da responsabilidade de cozinhar para tão ilustres pessoas.
Primeiro o dono da casa, um conhecido político do partido do poder. Depois sua mãe, uma genuína ex-cozinheira carioca que por um bom tempo foi responsável uma das mais famosas feijoadas do Rio, a do Bola Preta.
E foi chegando gente, e a cada figura que chegava expressava o meu orgulho de estar cozinhando para tão importantes pessoas.
Ao presidente da escola de samba presente perguntei o porque de não estarem ali as suas tão conhecidas. Sorriu e aguardou a chegada a mesa do frugal prato.
Pronta a feijoada do chef, todos a caminho da mesa.
Mais políticos e um conhecido sambista, quase um embaixador do Brasil em terras africanas.
Eis que a surpresa maior se avizinhou. No meio de salamaleques se apresentou para puxar a fila do bufê o embaixador de uma conhecida nação africana, sua mulher e seu ilustre cônsul.
A comitiva de fartou e repetiu, encantados com aquele prato tão representativo da gastronomia brasileira.
Ao final, em meio a elogios e respingos do suor da minha responsabilidade, parecia soar o vozeirão do locutor no sambódromo para a nota que todos davam aquela milha performance: 10, NOTA 10!!!!
E ai irão me perguntar: em meio ao repique e aos tamborins do carnaval porque voltar ao assunto de tão discreta reunião acontecida há mais de um mês?
É que a grande nação africana será homenageada na avenida por uma escola, e todos que estavam ali presentes naquele evento vão ter um pouco mais de tempo para deliciar o embaixador com um pouco mais da nossa cultura.

Sunday, December 11, 2011

Mesa de Boteco escolhe melhor bar

A Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim vai promover um concurso para escolher os melhores bares da cidade. O Mesa de Boteco, como vai ser chamado o evento, será realizado entre os dias 3 de março e 8 de abril de 2012.

Monday, November 28, 2011

Botecos que fazem a nossa história - Casa Villarino


Certa vez minha amiga me ligou morta de saudades.
Tinha deixado o jugo de um ex-marido canalha e se mudado para São Paulo, transformando-se numa poderosa executiva da firma do pai.
Marcamos encontro na Estação das Barcas e saímos andando pela Antonio Carlos na direção do Villarino.
Como é divertido encontrar alguém que se ama de paixão, e que nos deu a grata direção da vida.
Tê-la ao lado sempre foi prazeroso, vizinha de um apartamento acanhado em Niterói.
Nunca achei que aquela mulher descolada, viajada, de dupla nacionalidade, professora de inglês num dos cursos mais badalados da cidade fosse se interessar por mim, ou melhor, que eu fosse me interessar por ela.
Tínhamos em comum a liberdade e os filhos, eu pai-mãe, ela pai-filha. 
A amizade, ou melhor, a relação corria bem até a chegada do ex-marido, um famoso ex-produtor de discos que transformou-se num gigolô de luxo regado a pó. 
Ela, que tinha largado o vício da cocaína e se apegado a cerveja e a cachaça, além de ter que manter o vício daquele puto, tinha que aguentar as grossuras do moço, ralé de lord inglês.
Para se libertar do jugo do destino pediu desculpas ao pai pela vida desregrada, e prometendo mudar mudou-se para São Paulo.
Ainda bem, se não ia acabar virando mulher de bandido, preso que foi o canalha com uma carga de coca no aeroporto de Orly.
Sentados ali no Villarino bebemos todas, jogando charme e contando estórias do passado, relembrando a relação.
Fomos os últimos a sair, caminhando cambaleantes na direção da Cinelândia.
Prestes a tomar a saideira no Amarelinho, ou quem sabe, tomar a direção da cama fizemos o caminho inverso.
Ela pegando um táxi da direção do hotel em que estava hospedada, eu pegando a primeira barca para Niterói.
Sábia decisão que me deixou saudade, e transformou a Casa Villarino num lugar da  minha história.

Thursday, October 20, 2011

Em roda de boteco se come de tudo (e a todas)

Dizem que o Rafinha Bastos, humorista do CQC e a mais influente celebridade do Twitter errou na dose da piada.
Nunca vi tanto ti-ti-ti por nada. Um escândalo para promover uma baranga.
Para mim não errou na piada, errou no foco.
Fosse o alvo uma Luiza Brunet, Adriane Galisteu, Malu Mader, Tiazinha, ou até mesmo a Sabrina Sato vai lá.
Mas Vanessa Camargo? O que que Rafinha Bastos viu de especial nela?
Gostosa? Boa de cama? Grande cantora?
De gostosa ela não tem nada, parece uma rolinha cantante, uma galinha garnizé sem currículo nenhum com grandes pegadores como Falcão, Roger (ex-Flu), André Gonçalves ou qualquer coroa diretor da Globo.
Se a piada tivesse sido "Comia ela e a mãe" até passava.
Dona Zilu Camargo, a mãe, até que está dando um caldo depois de separar do Zezé de Camargo, desfilando por ai com namorados trintões.
Essa revolta toda não se deve ao fato da citação ter incorporado na piada o pobre coitado do feto - que dizem, se ganhar a ação já nasce celebridade - mas sim a uma onda de enquadramento pseudo moralista da era Lula, com censores despontando em cada vertente, desde a imprensa ao ministério Dilma.
Já quiseram enquadrar as calcinhas da Gisele, as bolinadas e boiolices de Valéria e Janete do Zorra Total, o beijo gay das novelas, e por ai vai.
Uma nova geração de Solanges está surgindo, que terão certamente o apoio do Pedro Cardoso, ator e autor de um célebre manifesto moralista contra o nu nas novelas para defender as suas deliciosas crias.
Nesse assunto sou obrigado a concordar com o escroto do Frota: "O Pais está ficando cada vez mais viadinho!"
A piada "Como ela e ..." é corrente em qualquer roda de boteco, rede de vôlei de praia, pelada de fim de semana. Coisa de macho pegador, devasso, que não respeita nem a senhora sua mãe.
Mas como macho agora é coisa escassa, e a mulherada está tomada de um cinismo pseudo-moderno na luta pelos seus direitos, a moda está pegando.
Bons tempos aqueles que qualquer mulher curtia uma piada suja do vendedor de picolé, do gari de rua, do negão desdentado motorista de caminhão ou trocador de rua, para chegar em casa e meter ciúmes no marido dizendo que tinha sido elogiada pelo Rodolfo Valentino.
Valha-me "São" Nelson Rodrigues e sua dama do lotação!

Sunday, September 18, 2011

O Bistronomia Carioca, botequim em casa


Segundo os organizadores do Festival Comida Di Buteco uma das principais características de um verdadeiro boteco é ter o dono a frente do negócio, seja na cozinha ou no atendimento, não só garantindo o potencial culinário do estabelecimento, como também o perfil familiar caseiro. Aqui, um botequim em casa que tem o Chef atrás do balcão. 
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"O botequim em casa BISTRONOMIA CARIOCA se limita a apenas um evento por data, de forma a proporcionar ao cliente um tratamento personalizado, por um preço que certamente ele estará disposto a pagar, para incluir entre seus desejos a deliciosa experiência de comemorar com seus amigos e familiares um momento tão importante da sua vida.
Drinkeria decorada
A concepção de festa do BISTRONOMIA CARIOCA vai além da visão de um simples serviço de buffet, tendo no resgate da culinária brasileira de botequim enquanto gastronomia de bom gosto a sua especialidade.
BISTRONOMIA CARIOCA tenta reproduzir em seu serviço exatamente aquilo que o cliente espera de um bar ou restaurante moderno, com um atendimento que prima pela eficiência e máxima cordialidade.
E para manter a tradição e o pioneirismo de ser o primeiro a levar para as residências, clubes e empresas a verdadeira e original comida de botequim o Chef Byra Di Oliveira possui pessoal de cozinha gabaritado com os apetrechos necessários para execução do BISTRONOMIA CARIOCA durante um período mínimo de 4 horas, e que forma com ele uma equipe de serviço experiente para preparação de toda a comedoria, com pratos e talheres para a degustação.
BISTRONOMIA CARIOCA possui equipe para montagem de drinkeria e bar com chopp e caipirinhas de vodka, cachaça e saquê, e ambientação do local que remete a lembrança que todos tem dos antigos botequins cariocas."
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Foto e texto da divulgação.

Friday, September 16, 2011

Pequeno manual para uma boa caipirinha


PEQUENO MANUAL PARA UMA BOA CAIPIRINHA

A QUALIDADE DO LIMÃO
O limão corresponde a um terço dos ingredientes da caipirinha, só para entender a sua importância na receita. O mais usado é o limão Tahiti. Um exemplar médio, com bastante sumo, é o ideal. Para escolher, uma dica: limões com casca mais lisa costumam ter mais suco. Evite os que tiverem a casca mole: a fruta pode estar passada.

O AMARGO DO LIMÃO NÃO VEM DA CASCA
Nove de cada dez péssimas caipirinhas são amargas, e o limão quase sempre é o culpado.  Para evitar isso não é preciso tirar a casca, mas o miolo branco da fruta (columela) deve ser descartado.

LIMÃO EM GOMOS OU RODELAS, TANTO FAZ
Para conseguir tirar a parte branca do limão, é preciso cortar a fruta no sentido do ponto onde se prende o caule (diferente de como costumamos cortar laranjas para fazer suco). Depois, corta-se novamente pela metade. Assim, a parte branca fica na extremidade e é mais fácil retirá-la. Alguns preferem a fruta em rodelas, cortando as bandas do limão e fazendo um talho de cada lado para tirar o miolo branco. Depois é só fatiar em rodelas fininhas.

QUANDO USAR A COQUETELEIRA
Quando a caipirinha é de limão, prefira sempre fazer direto no copo. Coloque as quatro bandas da fruta no fundo do copo com a polpa virada para cima (assim, você evita macerar a casca e liberar o amargor). O próximo passo é colocar o açúcar em cima e amassar o suficiente para a fruta liberar seu sumo. Mas atenção: macerar demais vai amargar a bebida, mesmo com todos os cuidados anteriores.
Se a caipirinha levar outras frutas, como maracujá e frutas vermelhas, a coqueteleira pode ser usada. O resultado costuma ser mais leve e refrescante.

A ESCOLHA DO COPO
Antigamente só se usava o copo ‘old fashioned’ (copo baixo reto). Agora, todo mundo passou a usar o copo “princesa” (baixo, em formato de “V”), perfeito para a quantidade de ingredientes da caipirinha. Se for usar copos longos é aumentar a receita, exceto a de limão.

USANDO AÇUCAR OU XAROPE
Ambos podem ser usados, dependem mais do gosto do bebedor.
Os mais tradicionalistas não abrem mão do açúcar e gostam de sentir o drinque em etapas (mais e menos doce, conforme o açúcar vai se misturando à bebida).
Já os fãs das caipirinhas mais homogêneas, preferem o xarope, que não deixa resíduos de açúcar no fundo do copo. Fazer o xarope é muito fácil: leve ao fogo em uma panela 2 partes de açúcar para uma de água. Misture até virar uma calda transparente. Coloque em um frasco ou bisnaga e deixe na geladeira (na hora de substituir o açúcar, coloque 4 colher de chá no preparo na bebida).
Em ambos os casos, convém não exagerar na dose: caipirinhas doces demais são tão intragáveis quanto as amargas.

O USO DO ADOÇANTE
Pode, mas vai ser uma economia pequena perto das 150 calorias de uma dose de cachaça ou de vodca. Se ainda achar que vale a pena, usar três sachês de adoçante em pó em cada caipirinha de limão; dois para drinques de tangerina ou kiwi; e um só para frutas mais meladas, como manga.

A FORMA DO GELO
Gelo em cubos, sempre feito com água filtrada, e alguns quebrados para ficar mais refrescante. Depois de macerar o limão com o açúcar (ou o xarope, ou o adoçante), encha o copo com as pedras e coloque um pouco do quebrado por cima. Só depois adicione a bebida alcoólica escolhida.

O TIPO DE CACHAÇA
Não é preciso ser cachaça especial, envelhecida ou aguardente, mas é (sempre) mais indicado usar produtos de qualidade. Bobagem achar que a cachaça artesanal mineira, que você guarda no bar de casa, não pode ser usada para o drinque. Quanto melhor o destilado, melhor a caipirinha.

UMA FRUTA PRA CADA BEBIDA
As bebidas mais usadas para fazer caipirinha – cachaça, vodca e saquê – têm características muito diferentes. Então, é natural pensar que existem frutas que vão melhor com cada uma delas.
Como sugestão use as seguintes combinações:
.Caipirinha de Cachaça – com frutas cítricas, como limão (1 unidade), limão-siciliano (1/2 unidade), lima-da-pérsia (½ unidade) e frutas brasileiras, como jabuticaba (15 unidades).
.Caipirinha de Saquê – com frutas mais delicadas, como uva verde (8 unidades grandes), morango (7 unidades) e kiwi (1 unidade). Não use frutas cítricas nem ácidas.
.Caipirinha de Vodka – é a mais versátil e combina com quase tudo, exceto frutas muito cremosas, como banana e mamão.

USO DE ERVAS E ESPECIARIAS
Atualmente as receitas mais complexas estão bem em alta. Mas algumas combinações são mais bem-sucedidas do que outras. Prefira misturar hortelã com frutas cítricas ou ácidas e pimenta com as mais doces (maracujá, caju, carambola). Tenha parcimônia na hora de adicionar ervas muito aromáticas ao preparo, como manjericão e alecrim, que podem deixar o drinque intenso demais.

CAIPIRINHA NA JARRA, NEM PENSAR
Caipirinha tem que ser no copo, na jarra nunca vai ficar igual. Se quiser fazer dessa forma, o melhor é bater na coqueteleira, ir jogando na jarra e completar com gelo. Para atender a muitos pedidos o ideal é enfileirar os copos, cortar todas as frutas e fazer várias caipirinhas de uma vez só. Assim, todo mundo brinda junto e o resultado é muito melhor.

E quando for servir não esqueça do canudo e do guardanapo. As mulheres adoram...

Texto compilado da matéria “Aprenda a fazer caipirinha”, de Marina Fuentes para o Portal IG-São Paulo, com a colaboração de Gerson Bendzius, mixologista da empresa de consultoria em bares Drink Design, e do Souza, bartender do bar paulistano Veloso.

Sunday, August 21, 2011

Comida de botequim é a aposta de diversão na São Paulo Boteco Week


Agosto é o mês de volta às aulas e também do fim das férias. A São Paulo Boteco Week (SPBW) estréia sua primeira edição para reunir os amigos que querem falar de suas viagens, colocar o papo em dia, relaxar e esquecer que a rotina trabalhosa voltou.
Os restaurante/bares participantes fazem combinações especiais de porção de petisco e bebida, por R$25,00. Entre os participantes, estão: o Bar HigienópolisHotSeriaCasa da SograSotero.
Do dia 20 ao 26 de agosto, o SPBW tem como objetivo a diversão das pessoas com algo tipicamente brasileiro, que é a culinária de botequim. Para mais informações sobre o evento, acompanhe o twitter @SPBotecoWeek  ou acesse o Facebook

www.facebook.com/SAOPAULOBOTECOWEEK

Wednesday, August 3, 2011

Guia de Botequins conta tudo sobre 70 bares e botecos do Rio

O Globo, a Prefeitura do Rio e o Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio (SindRio) lançam na semana que vem o Guia de Botequins do Rio, que traz o roteiro de 70 bares e botecos cariocas para não deixar turista nenhum sem dica de um bom petisco e uma refrescante bebidinha.

Com a árdua tarefa de tentar agradar a todos os gostos, o guia tem endereços dos mais sofisticados aos mais simples. Da Zona Sul, ao subúrbio, sempre com muita boemia.
Separada em sete categorias: Tradicional, Para Comer, Lapa (o bairro recebeu um capítulo exclusivo), Torresmos & Moelas, Depois da Praia, Pé-Sujo e Madrugada, a publicação tem todo o serviço dos botecos, como: endereço, telefone, horário de funcionamento e cartões aceitos ou não.
Além de um resumo da história de cada canto, com fotos de quitutes e afins de dar água na boca, o Guia Botequim tem um índice em ordem alfabética para facilitar a encontrar o seu local preferido.

Monday, August 1, 2011

Selo de Qualidade Botequim

Em parceria com o SEBRAE a Italcam (Câmara Ítalo-Brasileiro de Comércio, Indústria e Agricultura) está lançando a 2ª edição do selo Ospitalità Italiana, que reconhece uma verdadeira "cantina".
Se adaptados, os critérios para concessão do selo a um verdadeiro botequim ficariam assim:

1. Identidade:
Deve ter ao menos o dono ou um dos donos presentes no negócio. Nada de gerentes engravatados ou com formação acadêmica;

2. Distinção:
Deve conter um ou mais elementos de decoração que remeta ao imaginário que todos trazemos daquilo que seja um boteco - ladrilhos portugueses, expositor (vitrine), quadro de giz, imagem do santo, mesas e cadeiras palito, etc, etc.

3. Menu:
Deve ser escrito também em carioquês correto.

4. Proposta Gastronômica:
51% dos pratos devem ser tradicionalmente brasileiros, de preferência petiscos, tiragostos e belisquetes.

5. Receitas:
Pelo menos cinco receitas devem seguir a tradição gastronômica de um bar ou restaurante "pé sujo". O modo de preparo deve ser escondido, indicando-se apenas o nome do eleito com a receita, biriteiro frequentador que mais tenha pedido. 

6. Bebidas:
Ao menos 20% da carta de bebidas deve ser de cachaça.

7. Banha e colorau:
Deve ser utilizado no preparo dos pratos e dito aos clientes que não contem colesterol.

8. Chef:
Deve ter certificado em baixa gastronomia ou experiência em restaurantes do gênero.

9. Valorização da cultura:
Declaração de comprometimento em difundir e valorizar a cultura e a utilização de produtos brasileiros.

10. Ingredientes:
Os produtos do boteco deverão ser declarados como saudáveis para acompanhar uma birita, fotografados e enviados para o Comitê de Avaliação. 

Que tal? Só assim vamos deixar de ter lanchonete se intitulando de boteco, e restaurante da moda querendo passar por botequim.

Saturday, July 23, 2011

Aviso! Hoje o boteco não funciona. Amy morreu!

Oh,  Amy!
porque você fez isso com a gente...
Nós que te amávamos tanto
que sofríamos e vibrávamos com suas canções
Em todo esse tempo da nossa convivência digital
vivemos com você seus dramas
lutamos todas as suas lutas
na esperança de ver você se recuperar
e nos dar um pouco mais da sua alegria de viver

Sei que para muitos, como você 
a vida é um choque
difícil de ser vivido com tanta intensidade
Sei que nada é permitido a quem quer essa realidade
Não se ama demais
Não se come demais
Não se chora demais
Não se droga demais
E se permanece vivo para sempre

No fim quando ela vem, a morte
nos leva de roldão a juventude, a inocência
e deixa em seu rastro muita tristeza

Vai ser difícil não lembrar dos seus loucos penteados
da sua pinta no rosto
da sua vestimenta démodé
Difícil não ouvir “Back to Black” e não chorar

E agora, quando sua voz ecoar no rádio
quando sua imagem aparecer em nosso vídeo
como vai ser?

Quanta tristeza você nos deixou...
Melhor assim,
não agüentávamos mais tanto sofrimento
embarcados que estávamos
nessa louca paixão

Monday, June 20, 2011

A Costela no Bafo do Boteco do Adilson, em São Vicente de Paulo

Como diria um famoso Chef de Cozinha galês pra se comer bem e com tranquilidade tem que se sair da cidade.
Assim fiz neste domingo. Dei um pulo em São Vicente de Paulo, distrito da zona rural de Araruama, e fui comer uma "rodízio de costela no bafo" no Boteco do Adilson.
O lugar é meio tosco, misto de buteco com pensão, mas serve uma costela de respeito com acompanhamentos.

A costela é servida na tábua. Pra começar e abrir o apetite a pedida é uma cachacinha mineira que desce redonda.


Assada no forno a lenha a bichinha chega a dissolver de tão macia que fica. É gente de todo quanto é lugar querendo saborear o petisco. É tanta gente que a espera chega a durar uma hora.


Aproveitei pra rebater com "água tônica de quinino", lembram? Hoje tem nome bacana e custa uma nota. Mas lá servem a original.

BOTECO DO ADILSON - São Vicente de Paulo, distrito de Araruama.
Pra chegar tome a estrada no trevo de Araruama, depois de sair da Via Lagos pra quem vem do Rio.
PREÇO - R$ 20,00 por pessoa.

Friday, June 3, 2011

"Não concordamos com a classificação de Botecos da Veja Rio"

O Luis Alfredo escreveu um comentário para o blog "Meu Querido Botequim", de Myrian Lima na bronca com a classificação de "botecos" feita pela Veja-Rio. Segundo ele o boteco de verdade tam várias características, sendo uma delas tomar cerveja em pé.
Abaixo vai a lista dos VERDADEIROS botecos do Leblon, lugares da baixa gatronomia, segundo ele:
1) Boteco do Ivan (Embalo Bar) – Rua Dias Ferreira 113
2) Bar Colinda – Rua Dias Ferreira 420 b2
3) Boteco do Marreta (Bar Marisqueira do Leblon) – Rua Dias Ferreira 420e
4) Boteco do Washington (Novo Rio Lanches) – Av. Bartolomeu Mitre 637a
5) (Boteco do ?) Bigorrilho Lanches – Av. Ataulfo de Paiva 814a
6) (Boteco do ?) Bar Urquiza - Av. Ataulfo de Paiva 814b
7) (Boteco do ?) Lanches Novo Leblon – Av. Ataulfo de Paiva 1237a
8) (Boteco do Oscar) Escondidinho do Leblon – Av. Ataulfo de Paiva 1335a
9) (Boteco do Roque) Figueira da Foz – Rua Humberto de Campos 827/Loja L. Ocupava o local hoje do Bar-Restaurante Chico e Adelaide, da esquina da Bartolomeu com a Dias Ferreira.
10) (Boteco do?) Brotinho Lanches – Rua Humberto de Campos 827/Loja ?
11 e 12) Bar Simpatia e Café Bar Ponto Xis – Rua Cupertino Durão 96a e 96b
13) Boteco do Oscar (Bar do Pedro) – Av. Afrânio de Mello Franco 209b

Wednesday, May 25, 2011

A Comida De Rua da Dona Odete, e seu Coquinho Queimado; e do Gomes com seu Angú

O Rio de Janeiro tem tradições que vão muito além do samba e do botequim.
Sou de um tempo em que o Rio tinha um grande Mercado Municipal.
Ficava ali na Praça XV, e de onde só resta a torre do Albamar.
Tinha o Largo da Carioca, com seus bondes passando por baixo do Convento de Santo Antonio.
Eu era garoto, mas lembro do chororô que foi a demolição de tudo para construção do Edifício Avenida Central (já lá se vão 50 anos!). E também da burra obra da revolução de botar o antigo Senado abaixo para construir aquele feio obelisco no final da Avenida Rio Branco (e de lambuja, logo depois botaram abaixo o Restaurante do Calabouço).
Por ter sido uma cidade imperial, e abrigado príncipes e imperadores, o Rio de Janeiro abrigava a nata da burguesia, por aqui ficarem a sede dos organismos públicos do império à república.
E o centro da cidade era, sem dúvida a espinha dorsal de tudo.
Praça Mauá, Avenida Rio Branco, Praça Tiradentes, Largo da Carioca, Praça XV, e tantos outros lugares do  Centro quem não conhece, por ter corrido atrás de um processo, necessitado de algum serviço público.
E em volta das ruas do Centro a tradição da comida de rua cresceu. Ambulantes, pregoeiros e personagens vários com seus quitutes e guloseimas fizeram nome e fortuna.
Não sou um historiador, mas um simples contador de histórias e na minha seara posso me lembrar de dois. A história e as receitas eu deixo para o pessoal do "Guia Carioca de Gastronomia de Rua" (Editora Arte Ensaio).
Ah, o "Angú do Gomes"! Quantas madrugadas de fartei naqueles pratos de metal. Suculenta iguaria cuja especialidade era premiar com um pedaço de rabo de boi para o freguês, além dos bofes e dos miúdos.
E quando das minhas idas ao médico, no Hospital dos Servidores do Estado não deixava de dar uma passadinha alí pelos arredores da Praça Mauá para me fartar com o "Coquinho Doce Queimado" da Dona Odete.
Dona Odete, que por sinal continua lá na Praça Mauá, agora numa barraquinha padronizada, depois de ter criado os filhos com aqueles pacotinhos de doce de amendoim e coco, acondicionados em papel celofane fechados manualmente com muita técnica.
Outros personagens existirão. As baianas com seus tabuleiros e os vendedores de amendoim, com suas latas de banha para aquecer com carvão.
Mas os dois que eu citei acima servem de exemplo para aquilo que Sergio Bloch e Ines Garçoni tão bem buscaram no seu projeto que se transformou em um Guia.
 

Sunday, May 15, 2011

A Marcha das Vadias chega às portas do boteco

Certa vez me apresentava em uma escola quando me referi a uma garotinha frenética: "Você é muita exibida".
E ela na sua inocência respondeu: "O que é isso?".
A meninas crescem, se tornam mulheres, trajam roupas e adquirem costumes que as fazem "exibidas".
Para alguns, mulheres sentadas na mesa de um boteco, pernas cruzadas pagando calcinha, gestos largos, olhar sedutor é sinal de disponibilidade, de estar a fim.
Tenho amigas aos montes, e as que mais amo são aquelas que mantiveram seu jeito natural e espontâneo, passado vivido a frente do rosto, homens que ficaram e prazeres não esquecidos.
O que leva uma mulher a querer esquecer o passado, e querer deixar de lado o seu ar de "vadia"?
Acho que a maternidade para algumas, a caretice para outras, mas o principal fator é o tal do controle social.
Aos poucos as mulheres vão se submetendo aos critérios machistas da sociedade, e deixando de lado seu modo de vestir, de falar, seu ar de sedução, tudo para estar conforme as regras do comportamento social.
Quanto mais o tempo passa vão deixando de lado a naturalidade em exibir o corpo, de falar o que pensam, de contar suas histórias com prazer.
Não sei, mas a liberdade por que bradaram tantas mulheres do meu tempo ainda não foi plenamente alcançada.
Ainda temem o estupro (real) de homens que acham que seu modo de ser é um sinal verde para o sexo.
Meu amigo Bob Devasso, por exemplo, coleciona em seus relacionamentos afetivos uma quantidade de "putas" a quem amou de paixão. "Quão verdadeiras são estas mulheres!" diria ele.
Nestes tempos de trajar tão igual, mulheres usando ternos iguais a homens, roupas que anulam toda a sua feminilidade, a exibição do corpo feminino ainda é tabu.
Lembro de um dia na TV em que um consultor recriminou uma senhorita candidata a uma vaga de emprego por sua forma de trajar despojada. Sua visão machista carimbou o rótulo: VADIA!
Ainda bem que o movimento Slutwalk (em tradução livre, algo como "Marcha das Vadias"), que espero chegue logo por aqui, está levando às ruas americanas e canadenses, um grupo de mulheres indignadas, em sua maioria estupradas, que clamam pelo seu modo de ser, de se trajar, de se exibir.
Tomara que a menininha exibida da escolinha tome conhecimento da "Marcha das Vadias", e empunhe a bandeira, continuando a ser aquela doce e ingênua criatura, sem medo de ser feliz (e feminina).

Tuesday, April 5, 2011

O dia em que Beto Sanfoneiro tocou na birosca do Ray

A história não sei bem como foi. Só sei que me contaram assim.
Tinham combinado de ir a um churrasco na roça, bem longe das quintas de onde moravam.
No dia anterior a partida a crooner do conjunto veio com uma conversa esfarrapada só pra negar o compromisso da carona.
Ficaram os dois a ver navio, já que o carro que sobrara não dava pra carregar a galera de bicões.
Foi ai que surgiu a idéia de convidarem o Beto, sanfoneiro de mão cheia que não se negava ir num pagode onde rolasse birita à vontade.
Pra convencer o sujeito, que embora sanfoneiro fosse gente de trato refinado, acostumado as mordomias da vida de quem, bem nascido, carrega dinheiro no bolso disseram que o lugar era um paraíso, e que lhe aguardava uma recepção digna de astro de rock, com banhos em cachoeira e praias de belas donzelas.
Se aboletaram quatro num carango, mais quatro no outro, este um belo possante com ar e som de luxo, que claro era do Beto Sanfoneiro.
No meio do caminho, já perto do lugar lembraram que não sabiam o caminho, pois nunca tinham estado lá no tal lugar.
Ligaram pro cara do churrasco pra que viesse até ali pra rebocar a galera em segurança.
Enquanto isso, calor escaldante, a garganta secou.
Bem numa das esquinas da encruzilhada em que se encontravam perdido ficava a birosca do Ray, posto que na roça, seja o nome boteco ou botequim é coisa de fresco.
Como nos velhos filmes de cowboy, poeira, mosca e ninguém não faltavam. Talvez fossem os primeiros clientes daquele dia calorento.
No que sentaram arriaram logo uma meia dúzia de loiras geladas.
Bar cheio de estranhos, gente alegre e conversadeira chamaram logo a atenção de quem passava.
O Ray, de nome completo Reinaldo, melhorou o atendimento e a atenção, pois aquela tarde prometia diversão e bons negócios.
Quando o dono do churrasco chegou já tinha ido quase uma caixa de cerva.
Meio puto - tinha deixado os convidados pra rebocar aquele bando de músicos relaxados -, falou que o lugar era logo ali.
A essa altura o lugar fervia de gente, pois Beto Sanfoneiro tinha falado da sua função, criando a expectativa de que viesse a tocar.
No grupo ao lado, Brasileirinho, peão parrudo e queimado de sol, que costumava bater ponto no lugar, já tinha tomado intimidade, e exigiu:
- Se não tocar, daqui não sai !!!
Ato continuo mandou descer mais três, no que Beto Sanfoneiro sem se sentir intimidado gritou:
- Vá lá no carro e pega a sanfona!
A função começou com "Asa Branca", depois "Carinhoso" e prosseguia nessa levada do nosso cancioneiro quando Zé Cueca, um peão baixinho e desdentado, já com a cara cheia de cachaça começou a puxar o canto de um arrasta-pé daqueles bem fuleiros, de gente criada na roça.
Beto Sanfoneiro não negou suas origens de cara do interior, e deleitou Zé Cueca com um pout-porri que fez juntar mais gente, gente simples das cercanias não acostumada com aquela beleza de sanfona de não sei quantos baixos. E tome Trio Parada Durada - "As andorinhas voltaram/ e eu também voltei..." -, Tião Carreiro e Pardinho, e muitos outros de sucesso do sertanejo original.
O Ray era só sorriso na perereca reluzente. Da caixa e meia que o grupo tomou, bem deixou de cobrar umas dez cervejas.
Pena que foram embora, saindo aclamados como se ali tivesse passado uma Caravana Holiday.
Beto Sanfoneiro, vaidoso chegou ao churrasco contando prosa, cheio de razão, mesmo porque o lugar não era o que tinham lhe prometido, sem mordomias. Teria que dormir no chão e dividir o quarto com os morcegos que não pagavam aluguel.
Meio chateado foi embora de madrugada, deixando na mão a galera, e na birosca do Ray uma bruta saudade do dia em que ouviram Beto Sanfoneiro tocar.

Tuesday, March 15, 2011

O discurso de Obama no boteco da Cinelândia

Vai ser uma festa! Aquele bando de velhinhos remanescentes da passeata dos 100.000 se rendendo ao imperialismo ianque.
Wladimir Palmeira trepado em cima da amendoeira com uma maquininha Kodak querendo pegar o melhor ângulo para a foto dos sobrinhos. Zé Dirceu twitando suas paródias com loas ao capitalismo, e a dinheirama que este o vem ajudando a ganhar. Carlos Lupi e Fernando Bandeira com a velha barraquinha dos tempos do Brizola vendendo gifts e bottons da AFL-CIO.
Velhos personagens em uma nova realidade. Já não existe guerra fria e o Brasil baba o ovo de qualquer um que vier prometendo um assento no Conselho de Segurança da ONU.
Quem diria que um dia eu ia ver esse filme, sem levar porrada da polícia, e me proteger das bombas de gás cheirando as calcinhas molhadas com o xixi das meninas.
Já estou sabendo que o Amarelinho vai ser o ponto de encontro. Todos enchendo a cara, tomando chopp no boteco, esperando a derradeira hora chegar: o discurso do homem..
A garotada da UNE e a pelegada sindical vão estar lá, tietando os assessores do presidente americano, tentando descolar um visto de entrada na terra do Tio Sam para comprar o último Ipad, tirar uma foto com Mickey, ou assistir ao último musical da Brodway.
Afinal, somos ou não somos irmãos dessa grande nação americana?
Em São Bernardo, Lula e Marisa estarão reunidos em "petit comitê" regado a petiscos do Bonifácio diante da tv de plasma de 42'. Presença garantida do Faustão, Ana Maria Braga, Hebe Camargo, Lulinha, e os novos e ricos empresários emergentes. A filial política da Daslu vai ferver!
E se durante o comício, ou melhor discurso, aparecer algum comuna radical, daqueles que não levaram algum da bolsa-anistia, gritando "FORA O IMPERIALISMO IANQUE"?
Vão ter que levar o senhor até ao lado, na velha embaixada americana transformada em bunker, pra jogar o mais novo game de lavagem cerebral: "I LOVE OBAMA, LULA É O CARA!".
Acho que meu nervosismo, minha ansiedade não emplaca até sábado.
Vou ligar pro meu grupelho do Liceu e combinar uma estratégia. Quero estar ao lado do homem!
Não posso perder a visão de estar lá no alto do palanque montado na escadaria da Câmara do Vereadores, assistindo a esse grande espetáculo desse novo Brasil, em que os outrora detratores do capitalismo, que se reuniam na calçada do Paissandu, levando debaixo do braço os caderninhos do CPC, cantando em alto e bom som o "Auto dos 99%", afogavam às mágoas da ditadura em altos papos regados a Caninha da Roça.
Nem pensavam que um dia iam estar do outro lado da mesa, sentados no Vilarinho, tomando whisky importado, ao lado da galera da Hilary.

Thursday, December 23, 2010

Guia Rio-Botequim a partir de 2011 no mundo virtual

Foi realizado na última terça-feira, o lançamento do guia Rio Botequim 2011, de Guilherme Studart, no Espaço Franklin, no Centro.
Editado pela Casa da Palavra, a publicação chega à sua 9ª edição apresentando os bares que se destacaram em várias cidades do estado.
O destaque da noite ficou por conta do anúncio de que, a partir de 2011, o Rio Botequim entrará para o mundo virtual, onde será possível acessar atualizações periódicas, interatividade e aplicativos que facilitarão a vida dos boêmios.

Wednesday, November 10, 2010

Do botequim ao Valqueire

Não que ela não gostasse de comer bem. Muito pelo contrario.
Aos domingos, quando não se reunia com a família na churrasqueira ao lado da piscina costumava ir com as crianças a churrascaria do Valqueire comer uma fraldinha, degustar uma banana caramelada, enquanto o maridão se entupia de chopp regado a anéis de cebola, e a garotada se fartava na batata-frita com catchup.
Tinha ido a "Churrascaria da Lili" pela primeira vez ainda noiva do Ricardo, para assistir a apresentação da banda-cover de um ex-namorado.
Entre seus programas gastronômicos preferidos inclua-se também uma passada pelo trailer do Irajá quando em visita a sogra. A mulher do quiosque, conhecida de infância do marido fazia uma feijoada de camarão de dar água na boca. Quando não era a feijoada era uma sopa de ervilha com bacon, que repetia com gosto para não chegar em casa e ter de se preocupar com o fogão.
Até que um dia ouviu falar, pela amigas do trabalho na "radio corredor", do buchicho da Lapa.
Tomada de uma juvenil vontade queria levar o marido para recordarem os tempos de embalo da turma do IAPC.
Mas como a night do Centro só começa a ferver lá pela madrugada tinha que achar um dia em que a irmã estivesse de namorado novo para dormir na sua casa com as crianças.
A coitadinha da moça, solteirona com seus trinta e poucos anos só achava de se engraçar para uns pé-rapados que não tinham grana nem para o motel, e viviam de se aproveitar dos seus dias de babá, desfrutando de uma noite de luxúria no sofá da sala.
Naquele dia chegar até a Lapa não foi fácil.
Carro enguiçado na Avenida Brasil, blitz da PM, e guerra de facções na comunidade ao lado de onde morava... Mas tinha combinado com as meninas há algum tempo e não podia faltar.
Sorte que o marido Ricardo, soldado da guarnição do 5º Batalhão, que tinha um pé na milícia e uns trocados para aliviar na blitz, estava de folga no bico de segurança que fazia na transportadora do cunhado rico.
Para as amigas do trabalho, todas descoladas boazudas da Zona Sul, a Lapa era café pequeno.
Moradoras, umas da Barra, outras de Ipanema estavam acostumadas a agitação do São Nunca, e aos papos regados a vinho e focaccia do Tizziano, lugares a que eram levadas pelos sarados pit-bulls da academia.
Mas para ela, que mal sabia distinguir a diferença entre Barra e Recreio pouco diferença fazia o lugar, o que importava mesmo era a companhia do Ricardo, imponente príncipe negro por quem era perdidamente apaixonada.
Na mesa era a única casada. As outras todas exímias pegadoras de fim de semana, loucas para encontrar um namorado rico.
Afinal, se no tele-markenting todos gostavam dela não era pela semelhança social, mas sim pelo seu ar simpático, pelo seu modo fashion de se vestir e ser, por sua imensa capacidade de virar o jogo, uma mulher de fé, pronta a fazer de um limão uma limonada.
Depois dos beijinhos de praxe, acostumada a ir ao "Bacalhau da Ilha" nas suas comemorações de casamento foi logo pedindo uma porção dos bolinhos, ao que o garçom respondeu "Pataniscas?".
As amigas explicaram a diferença do nome besta e aconselharam-na a pedir o tal do "Escondidinho".
O lugar servia um a base do fedido peixe com purê de batata baroa que era uma verdadeira delícia.
De novo o estranhamento uma vez que além da batata inglesa do mercadinho onde fazia as compras só tinha conhecimento da batata doce.
E tome cerveja importada, que o Ricardo foi logo pedindo ao saber que Brahma para o lugar não passava de um ícone religioso da "chef" do local.
Foram bem umas 3 horas de balada e já passava das 2 da madrugada, depois de muito chorinho, pagode e rock'n roll, regados a caipirinha de Sagatiba e Absolut com seriguela, a frutinha da moda, que o já porrado marido deu o toque para irem embora, pois tinha de trabalhar no dia seguinte.
Dando como sugestão racharem a conta por todas como manda o figurino do subúrbio levantou-se para um breve xixi e retoque no batom, enquanto o Ricardo fazia papel de cavalheiro, chamando o garçom, para não ficar com a fama de não se coçar.
A essa altura já estavam sendo atendidos pelo maitre, coisa chique que só os cheios da grana tinham direito.
Aberta a nota inevitável foi o choque com o valor da noitada.
Mas aquela altura do campeonato era impossível alguém sair pela tangente. Se oferecer para lavar os pratos (risos), nem pensar... Só nos filmes que via na sessão da tarde.
Alegre e sorridente tinha que morrer com algum na dolorosa, e a única fonte desse algum era o Ricardo que, já totalmente caneado saiu-se com a exclamação final, querendo dar uma de gostosão na frente das meninas do trabalho:
"Deixa comigo! Essa é por conta da minha querida florzinha, a quem eu amo muito, e que merece a vida de rainha que eu dou pra ela!", no que foi aplaudido e ovacionado pela mulherada interesseira da mesa.
Pronto! Tinha sobrado para ela. Ia ter que morrer na malhação da academia para pagar o rombo do cartão de crédito, além de ficar chupando o dedo noites a fio, pois os bicos do Ricardo iam ter de aumentar.
Já no carro, que corria em zigue-zague pela Avenida Brasil botou-se a pensar.
Como é que um lugar tão caro podia ter o nome de "boteco", já que para ela botequim estava mais para "pé sujo"?
Foi quando entendeu a frase afixada no corredor do banheiro, naquele instante em que esperava para retocar a maquiagem:
"BARATINHO É O FILHOTINHO DO MARIDINHO GAY DA BARATINHA DEVASSA".
Certamente tinha errado o lugar da balada.

Thursday, October 28, 2010

Cardápio de comida de botequim homenageia o sambista Nei Lopes

O Rio de Janeiro não é só uma cidade de cidades misturadas.
É também uma heterogeneidade de culturas, hábitos e tradições.
Da "garota de Ipanema" a "mulata bossa nova" toda história é boa para se contar, cantar e comer.
Que o digam Nelson Rodrigues com suas teatrais passagens, Stanislaw Ponte Preta com suas gostosas cariocas, e o multifacetado cronista da negritude Nei Lopes.
Se Nelson Rodrigues atravessou o insólito, Stanislaw ultrapassou a gozação.
Mas Nei Lopes não, ficou alí, de butuca fina em cima do passado, e de lupa na mão fez a história da raça e do Rio.
Em "20 Contos e Uns Trocados" ele passeia por um Rio de Janeiro que já não se vê mais nos cartões postais, e rege a tradição da cidade contando tintim por tintim o que há por trás de tudo que se vê por ai, e que se transformou na cultura Carioca.
Se hoje temos uma rica tradição musical, uma gastronomia que gera a imitação chic, e hábitos cotidianos que todos fazem questão de vir apreciar é porque o Rio renasceu pela mão do pessoal das favelas e das comunidades, não as atuais, mais as antigas da paz e da felicidade.
E foi para homenagear o sambista, escritor, historiador e comendador Nei Lopes que o ESQUISITINHO - BOTECO E BAR VIRTUAL resolveu dar aos seus cardápios nomes dos personagens de "20 Contos e Uns Trocados", para mostrar com todas as letras por onde e pelas mãos de quem a história do botequins do Rio começou a criar tradição.

Monday, October 11, 2010

O lesbianismo que levou ao ataque

"Meu lado gay é lésbico" gritou Bob Devasso em meio ao papo da roda de boteco.
Ninguém sabia ao certo o endereço da frase, nem sua motivação.
Não é segredo pra ninguém que o Bob é um grande canalha, e aos canalhas coube apenas o dom da safadeza.
Mas, porque a declaração? Naquela altura do papo não se falava em sexo, nem tampouco de mulher. Nenhuma citação a algum sem-vergonha que andasse comendo a filha de alguém. O que levaria então Bob Devasso a tão dúbia declaração.
O dia corria frouxo, segunda mais de sem graça, noite fria mais chegada a um conhaque do que a uma cerveja gelada.
O bar com movimento fraco, todos esperando o fim da novela das oito para sairem tranqüilos para casa e aturarem dona mocreia com a cara de poucos amigos.
Foi quando alguém percebeu que o Bob não havia chegado. Impossível crer que ele não estava ali para marcar o ponto.
Serginho Birinaite convidou os três ou quatro que ali estavam a esperarem mais um pouco. Quem sabe o Bob não tivesse sido convocado para alguma tarefa importante no lar, e dai o motivo de estar atrasado.
Não que ele fosse daqueles de subir em escada para trocar uma lâmpada, mas vamos que tenha ido a farmácia pra comprar um melhoral pro Zézinho e não encontrou. Estava rodando por ai e pronto, perdeu a hora do ponto na mesa do bar.
Eis que de repente, atrasado mais de 1 hora chega o Bob todo feliz.
Estava vindo de casa onde ficara assistindo parte do debate político da televisão.
Logo de cara Serginho Birinaite foi cortando: "Política aqui, não!"
Todos tinham as suas preferências de eleitor, mas ali só valia papo de futebol e mulher.
Continuaram a conversar amenidades naquela noite chata quando Bob veio com a antológica frase - "Meu lado gay é lésbico".
Quando chegou em casa vindo do bar Serginho Birinaite quiz saber do filho mais velho antenado em política e internet como tinha sido o debate.
O garoto contou da agressividade da candidata contrária aos viés político do pai com o seu oponente, sem uma razão aparente, sacada meio assim do nada.
Ficaram ali a se perguntar o por que, quando o garoto mostrou para o pai um email que tinha acabado de chegar contando de um tal processo de uma empregada contra a candidata.
Batata! Foi ai que Serginho Birinaite conseguiu entender a exultante manifestação de Bob Devasso no botequim.
Meio que sem querer, e meio que proibido pelas regras da roda do boteco tinha feito a sua declaração de voto.

Friday, October 8, 2010

No botequim do Xexeo

Para mim, jornalismo e botequim sempre estiveram ligados.
Não existe jornal que não tenha um bar ou um botequim no seu caminho, assim como não existe jornalista que não tenha uma cadeira cativa em algum boteco da vida.
Dias de fechamento, madrugadas na expectativa de um fato ou final de algum acontecimento mais trágico e aterrador, sempre terminaram na mesa de um bar.
Botequim e jornal tem a ver com fome. Fome de notícias, fome de barriga vazia a procura do que comer após muito trabalho.
Na minha curta passagem por um jornal, o tablóide "LIG", em Niterói como "jornalista" colaborador conheci gente legal, pessoas interessantes que com sua verve e humor me fizeram guardar boas lembranças de um tempo difícil.
Para mim, e pra qualquer jornalista a convivência com a birita nunca foi um impedimento para a livre manifestação do pensamento com alguma inteligência, mesmo que atropelada por alguma besteira.
Acho que foi dessa junção, da união jornalismo e botequim que deve ter nascido o termo "filosofia de botequim".
Tive também um tempo que além de escrever pra jornal andava pelas redações das rádios e jornais divulgando meu projetos culturais.
Tribuna da Imprensa, O Fluminense, O Globo, TVE, Manchete, todos tiveram jornalistas famosos com cadeira cativa em algum boteco, e a mim fizeram atravessar os tempos de excessão política com um gosto de liberdade na boca.
Não digo que todos estes veículos de comunicação estivessem localizados bem em frente a um botequim, mas como ponto de encontro de jornalistas, todos inscreveram sua história em algum.
A exceção ficou por conta de um único jornal, um quase sucessor literário do Correio da Manhã que a megalomania dos donos, associada aos deslumbres do "Brasil Grande" da ditadura militar fizeram se afastar da antiga sede na Rio Branco e ir pra bem longe da vida política do Rio. 
E foi no prédio do falecido JB, na Avenida Brasil, lugar em que a cultura fervia em cada letra que, junto com o Fluminense, em Niterói, desfrutei meus melhores dias de "jornalista".
Ambos com as rádios ditando os rumos da "MPB" e do "Rock Brasil", e seus jornais lançando pra história grandes personagens do jornalismo brasileiro.
E foi lá, no JB que conheci Artur Xexeo. 
Não digo que como amigo, mas profissionalmente fui recebido algumas vezes em sua mesa, local quase impossível de alguém fora do meio se aproximar.
E hoje ao abrir pela primeira vez seu blog (abaixo), escaldado pelas suas abrobrinhas na CBN, e seu perfil de pop-star na TV, me reencontrei com esse tempo ao me deparar com um post digno de qualquer "roda de boteco", e repleto da chamada "filosofia de botequim". 

"O MANTRA DE RO-RO E A CURIOSIDADE DE LAURA"

"Foi o momento mais divertido da televisão na semana passada. No programa de Amaury Jr, na Rede TV, Angela Ro Ro era entrevistada por Amaury e pela modelo e apresentadora Laura Wie. Às sextas-feiras, Amaury transforma seu programa num talk-show e divide a bancada de entrevistador com Laura. Amaury não conseguia disfarçar que queria arrancar alguma resposta polêmica ou escandalosa de Angela. Mas a cantora se manteve firme em sua fase careta. Até que, na última pergunta, quando a entrevista já estava praticamente acabada, o apresentador qui saber: como Angela Ro Ro define Angela Ro Ro? A cantora não se segurou e, antes de dar uma gargalhada, soltou uma de suas piadas típicas: “Eu agora tenho um mantra: ‘Chupanenê’”. 


Todos riram à beça, fizeram cara de fim de festa, e o programa poderia terminar não fosse o quase inexplicável interesse de Laura Wie pelo tema. 


— Isso significa que você está ligada a alguma religião oriental? 
— Não. É mais uma religião sexual — responde Ro Ro. 


Laura não entendeu e, curiosíssima, quis saber mais sobre aquele estranho mantra, provavelmente em sânscrito, que Ro Ro usava como oração: 


— Mas quando você usa o mantra? Em que momento do dia? 
— Ah... em qualquer momento. 
— E ele te traz harmonia? Ele te traz paz? O que ele te traz? 
— Digamos que ele me traz orgasmos. Chupanenê, entendeu? Chupanenê! 
O que começou engraçado, tornou-se constrangedor. Amaury não soube interromper a bateria de perguntas de Laura: 
— Mas onde você pratica o mantra? Você procura um cantinho? 
— Não. Pode ser em qualquer lugar. 
— Até dirigindo? 
— Não! Dirigindo não! — revoltou-se Ro Ro. 
E foi assim, até Amaury Jr. desejar boa noite a todos."

ARTUR XEXEO

Nos botequins da vida

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