Tuesday, March 15, 2011
O discurso de Obama no boteco da Cinelândia
Wladimir Palmeira trepado em cima da amendoeira com uma maquininha Kodak querendo pegar o melhor ângulo para a foto dos sobrinhos. Zé Dirceu twitando suas paródias com loas ao capitalismo, e a dinheirama que este o vem ajudando a ganhar. Carlos Lupi e Fernando Bandeira com a velha barraquinha dos tempos do Brizola vendendo gifts e bottons da AFL-CIO.
Velhos personagens em uma nova realidade. Já não existe guerra fria e o Brasil baba o ovo de qualquer um que vier prometendo um assento no Conselho de Segurança da ONU.
Quem diria que um dia eu ia ver esse filme, sem levar porrada da polícia, e me proteger das bombas de gás cheirando as calcinhas molhadas com o xixi das meninas.
Já estou sabendo que o Amarelinho vai ser o ponto de encontro. Todos enchendo a cara, tomando chopp no boteco, esperando a derradeira hora chegar: o discurso do homem..
A garotada da UNE e a pelegada sindical vão estar lá, tietando os assessores do presidente americano, tentando descolar um visto de entrada na terra do Tio Sam para comprar o último Ipad, tirar uma foto com Mickey, ou assistir ao último musical da Brodway.
Afinal, somos ou não somos irmãos dessa grande nação americana?
Em São Bernardo, Lula e Marisa estarão reunidos em "petit comitê" regado a petiscos do Bonifácio diante da tv de plasma de 42'. Presença garantida do Faustão, Ana Maria Braga, Hebe Camargo, Lulinha, e os novos e ricos empresários emergentes. A filial política da Daslu vai ferver!
E se durante o comício, ou melhor discurso, aparecer algum comuna radical, daqueles que não levaram algum da bolsa-anistia, gritando "FORA O IMPERIALISMO IANQUE"?
Vão ter que levar o senhor até ao lado, na velha embaixada americana transformada em bunker, pra jogar o mais novo game de lavagem cerebral: "I LOVE OBAMA, LULA É O CARA!".
Acho que meu nervosismo, minha ansiedade não emplaca até sábado.
Vou ligar pro meu grupelho do Liceu e combinar uma estratégia. Quero estar ao lado do homem!
Não posso perder a visão de estar lá no alto do palanque montado na escadaria da Câmara do Vereadores, assistindo a esse grande espetáculo desse novo Brasil, em que os outrora detratores do capitalismo, que se reuniam na calçada do Paissandu, levando debaixo do braço os caderninhos do CPC, cantando em alto e bom som o "Auto dos 99%", afogavam às mágoas da ditadura em altos papos regados a Caninha da Roça.
Nem pensavam que um dia iam estar do outro lado da mesa, sentados no Vilarinho, tomando whisky importado, ao lado da galera da Hilary.
Thursday, December 23, 2010
Guia Rio-Botequim a partir de 2011 no mundo virtual
Editado pela Casa da Palavra, a publicação chega à sua 9ª edição apresentando os bares que se destacaram em várias cidades do estado.
O destaque da noite ficou por conta do anúncio de que, a partir de 2011, o Rio Botequim entrará para o mundo virtual, onde será possível acessar atualizações periódicas, interatividade e aplicativos que facilitarão a vida dos boêmios.
Wednesday, November 10, 2010
Do botequim ao Valqueire
Aos domingos, quando não se reunia com a família na churrasqueira ao lado da piscina costumava ir com as crianças a churrascaria do Valqueire comer uma fraldinha, degustar uma banana caramelada, enquanto o maridão se entupia de chopp regado a anéis de cebola, e a garotada se fartava na batata-frita com catchup.
Tinha ido a "Churrascaria da Lili" pela primeira vez ainda noiva do Ricardo, para assistir a apresentação da banda-cover de um ex-namorado.
Entre seus programas gastronômicos preferidos inclua-se também uma passada pelo trailer do Irajá quando em visita a sogra. A mulher do quiosque, conhecida de infância do marido fazia uma feijoada de camarão de dar água na boca. Quando não era a feijoada era uma sopa de ervilha com bacon, que repetia com gosto para não chegar em casa e ter de se preocupar com o fogão.
Até que um dia ouviu falar, pela amigas do trabalho na "radio corredor", do buchicho da Lapa.
Tomada de uma juvenil vontade queria levar o marido para recordarem os tempos de embalo da turma do IAPC.
Mas como a night do Centro só começa a ferver lá pela madrugada tinha que achar um dia em que a irmã estivesse de namorado novo para dormir na sua casa com as crianças.
A coitadinha da moça, solteirona com seus trinta e poucos anos só achava de se engraçar para uns pé-rapados que não tinham grana nem para o motel, e viviam de se aproveitar dos seus dias de babá, desfrutando de uma noite de luxúria no sofá da sala.
Naquele dia chegar até a Lapa não foi fácil.
Carro enguiçado na Avenida Brasil, blitz da PM, e guerra de facções na comunidade ao lado de onde morava... Mas tinha combinado com as meninas há algum tempo e não podia faltar.
Sorte que o marido Ricardo, soldado da guarnição do 5º Batalhão, que tinha um pé na milícia e uns trocados para aliviar na blitz, estava de folga no bico de segurança que fazia na transportadora do cunhado rico.
Para as amigas do trabalho, todas descoladas boazudas da Zona Sul, a Lapa era café pequeno.
Moradoras, umas da Barra, outras de Ipanema estavam acostumadas a agitação do São Nunca, e aos papos regados a vinho e focaccia do Tizziano, lugares a que eram levadas pelos sarados pit-bulls da academia.
Mas para ela, que mal sabia distinguir a diferença entre Barra e Recreio pouco diferença fazia o lugar, o que importava mesmo era a companhia do Ricardo, imponente príncipe negro por quem era perdidamente apaixonada.
Na mesa era a única casada. As outras todas exímias pegadoras de fim de semana, loucas para encontrar um namorado rico.
Afinal, se no tele-markenting todos gostavam dela não era pela semelhança social, mas sim pelo seu ar simpático, pelo seu modo fashion de se vestir e ser, por sua imensa capacidade de virar o jogo, uma mulher de fé, pronta a fazer de um limão uma limonada.
Depois dos beijinhos de praxe, acostumada a ir ao "Bacalhau da Ilha" nas suas comemorações de casamento foi logo pedindo uma porção dos bolinhos, ao que o garçom respondeu "Pataniscas?".
As amigas explicaram a diferença do nome besta e aconselharam-na a pedir o tal do "Escondidinho".
O lugar servia um a base do fedido peixe com purê de batata baroa que era uma verdadeira delícia.
De novo o estranhamento uma vez que além da batata inglesa do mercadinho onde fazia as compras só tinha conhecimento da batata doce.
E tome cerveja importada, que o Ricardo foi logo pedindo ao saber que Brahma para o lugar não passava de um ícone religioso da "chef" do local.
Foram bem umas 3 horas de balada e já passava das 2 da madrugada, depois de muito chorinho, pagode e rock'n roll, regados a caipirinha de Sagatiba e Absolut com seriguela, a frutinha da moda, que o já porrado marido deu o toque para irem embora, pois tinha de trabalhar no dia seguinte.
Dando como sugestão racharem a conta por todas como manda o figurino do subúrbio levantou-se para um breve xixi e retoque no batom, enquanto o Ricardo fazia papel de cavalheiro, chamando o garçom, para não ficar com a fama de não se coçar.
A essa altura já estavam sendo atendidos pelo maitre, coisa chique que só os cheios da grana tinham direito.
Aberta a nota inevitável foi o choque com o valor da noitada.
Mas aquela altura do campeonato era impossível alguém sair pela tangente. Se oferecer para lavar os pratos (risos), nem pensar... Só nos filmes que via na sessão da tarde.
Alegre e sorridente tinha que morrer com algum na dolorosa, e a única fonte desse algum era o Ricardo que, já totalmente caneado saiu-se com a exclamação final, querendo dar uma de gostosão na frente das meninas do trabalho:
"Deixa comigo! Essa é por conta da minha querida florzinha, a quem eu amo muito, e que merece a vida de rainha que eu dou pra ela!", no que foi aplaudido e ovacionado pela mulherada interesseira da mesa.
Pronto! Tinha sobrado para ela. Ia ter que morrer na malhação da academia para pagar o rombo do cartão de crédito, além de ficar chupando o dedo noites a fio, pois os bicos do Ricardo iam ter de aumentar.
Já no carro, que corria em zigue-zague pela Avenida Brasil botou-se a pensar.
Como é que um lugar tão caro podia ter o nome de "boteco", já que para ela botequim estava mais para "pé sujo"?
Foi quando entendeu a frase afixada no corredor do banheiro, naquele instante em que esperava para retocar a maquiagem:
"BARATINHO É O FILHOTINHO DO MARIDINHO GAY DA BARATINHA DEVASSA".
Certamente tinha errado o lugar da balada.
Thursday, October 28, 2010
Cardápio de comida de botequim homenageia o sambista Nei Lopes
É também uma heterogeneidade de culturas, hábitos e tradições.
Da "garota de Ipanema" a "mulata bossa nova" toda história é boa para se contar, cantar e comer.
Que o digam Nelson Rodrigues com suas teatrais passagens, Stanislaw Ponte Preta com suas gostosas cariocas, e o multifacetado cronista da negritude Nei Lopes.
Se Nelson Rodrigues atravessou o insólito, Stanislaw ultrapassou a gozação.
Mas Nei Lopes não, ficou alí, de butuca fina em cima do passado, e de lupa na mão fez a história da raça e do Rio.
Em "20 Contos e Uns Trocados" ele passeia por um Rio de Janeiro que já não se vê mais nos cartões postais, e rege a tradição da cidade contando tintim por tintim o que há por trás de tudo que se vê por ai, e que se transformou na cultura Carioca.
Se hoje temos uma rica tradição musical, uma gastronomia que gera a imitação chic, e hábitos cotidianos que todos fazem questão de vir apreciar é porque o Rio renasceu pela mão do pessoal das favelas e das comunidades, não as atuais, mais as antigas da paz e da felicidade.
E foi para homenagear o sambista, escritor, historiador e comendador Nei Lopes que o ESQUISITINHO - BOTECO E BAR VIRTUAL resolveu dar aos seus cardápios nomes dos personagens de "20 Contos e Uns Trocados", para mostrar com todas as letras por onde e pelas mãos de quem a história do botequins do Rio começou a criar tradição.
Monday, October 11, 2010
O lesbianismo que levou ao ataque
Ninguém sabia ao certo o endereço da frase, nem sua motivação.
Não é segredo pra ninguém que o Bob é um grande canalha, e aos canalhas coube apenas o dom da safadeza.
Mas, porque a declaração? Naquela altura do papo não se falava em sexo, nem tampouco de mulher. Nenhuma citação a algum sem-vergonha que andasse comendo a filha de alguém. O que levaria então Bob Devasso a tão dúbia declaração.
O dia corria frouxo, segunda mais de sem graça, noite fria mais chegada a um conhaque do que a uma cerveja gelada.
O bar com movimento fraco, todos esperando o fim da novela das oito para sairem tranqüilos para casa e aturarem dona mocreia com a cara de poucos amigos.
Foi quando alguém percebeu que o Bob não havia chegado. Impossível crer que ele não estava ali para marcar o ponto.
Serginho Birinaite convidou os três ou quatro que ali estavam a esperarem mais um pouco. Quem sabe o Bob não tivesse sido convocado para alguma tarefa importante no lar, e dai o motivo de estar atrasado.
Não que ele fosse daqueles de subir em escada para trocar uma lâmpada, mas vamos que tenha ido a farmácia pra comprar um melhoral pro Zézinho e não encontrou. Estava rodando por ai e pronto, perdeu a hora do ponto na mesa do bar.
Eis que de repente, atrasado mais de 1 hora chega o Bob todo feliz.
Estava vindo de casa onde ficara assistindo parte do debate político da televisão.
Logo de cara Serginho Birinaite foi cortando: "Política aqui, não!"
Todos tinham as suas preferências de eleitor, mas ali só valia papo de futebol e mulher.
Continuaram a conversar amenidades naquela noite chata quando Bob veio com a antológica frase - "Meu lado gay é lésbico".
Quando chegou em casa vindo do bar Serginho Birinaite quiz saber do filho mais velho antenado em política e internet como tinha sido o debate.
O garoto contou da agressividade da candidata contrária aos viés político do pai com o seu oponente, sem uma razão aparente, sacada meio assim do nada.
Ficaram ali a se perguntar o por que, quando o garoto mostrou para o pai um email que tinha acabado de chegar contando de um tal processo de uma empregada contra a candidata.
Batata! Foi ai que Serginho Birinaite conseguiu entender a exultante manifestação de Bob Devasso no botequim.
Meio que sem querer, e meio que proibido pelas regras da roda do boteco tinha feito a sua declaração de voto.
Friday, October 8, 2010
No botequim do Xexeo
Não existe jornal que não tenha um bar ou um botequim no seu caminho, assim como não existe jornalista que não tenha uma cadeira cativa em algum boteco da vida.
Dias de fechamento, madrugadas na expectativa de um fato ou final de algum acontecimento mais trágico e aterrador, sempre terminaram na mesa de um bar.
Botequim e jornal tem a ver com fome. Fome de notícias, fome de barriga vazia a procura do que comer após muito trabalho.
Na minha curta passagem por um jornal, o tablóide "LIG", em Niterói como "jornalista" colaborador conheci gente legal, pessoas interessantes que com sua verve e humor me fizeram guardar boas lembranças de um tempo difícil.
Para mim, e pra qualquer jornalista a convivência com a birita nunca foi um impedimento para a livre manifestação do pensamento com alguma inteligência, mesmo que atropelada por alguma besteira.
Acho que foi dessa junção, da união jornalismo e botequim que deve ter nascido o termo "filosofia de botequim".
Tive também um tempo que além de escrever pra jornal andava pelas redações das rádios e jornais divulgando meu projetos culturais.
Tribuna da Imprensa, O Fluminense, O Globo, TVE, Manchete, todos tiveram jornalistas famosos com cadeira cativa em algum boteco, e a mim fizeram atravessar os tempos de excessão política com um gosto de liberdade na boca.
Não digo que todos estes veículos de comunicação estivessem localizados bem em frente a um botequim, mas como ponto de encontro de jornalistas, todos inscreveram sua história em algum.
A exceção ficou por conta de um único jornal, um quase sucessor literário do Correio da Manhã que a megalomania dos donos, associada aos deslumbres do "Brasil Grande" da ditadura militar fizeram se afastar da antiga sede na Rio Branco e ir pra bem longe da vida política do Rio.
E foi no prédio do falecido JB, na Avenida Brasil, lugar em que a cultura fervia em cada letra que, junto com o Fluminense, em Niterói, desfrutei meus melhores dias de "jornalista".
Ambos com as rádios ditando os rumos da "MPB" e do "Rock Brasil", e seus jornais lançando pra história grandes personagens do jornalismo brasileiro.
E foi lá, no JB que conheci Artur Xexeo.
Não digo que como amigo, mas profissionalmente fui recebido algumas vezes em sua mesa, local quase impossível de alguém fora do meio se aproximar.
E hoje ao abrir pela primeira vez seu blog (abaixo), escaldado pelas suas abrobrinhas na CBN, e seu perfil de pop-star na TV, me reencontrei com esse tempo ao me deparar com um post digno de qualquer "roda de boteco", e repleto da chamada "filosofia de botequim".
"O MANTRA DE RO-RO E A CURIOSIDADE DE LAURA"
"Foi o momento mais divertido da televisão na semana passada. No programa de Amaury Jr, na Rede TV, Angela Ro Ro era entrevistada por Amaury e pela modelo e apresentadora Laura Wie. Às sextas-feiras, Amaury transforma seu programa num talk-show e divide a bancada de entrevistador com Laura. Amaury não conseguia disfarçar que queria arrancar alguma resposta polêmica ou escandalosa de Angela. Mas a cantora se manteve firme em sua fase careta. Até que, na última pergunta, quando a entrevista já estava praticamente acabada, o apresentador qui saber: como Angela Ro Ro define Angela Ro Ro? A cantora não se segurou e, antes de dar uma gargalhada, soltou uma de suas piadas típicas: “Eu agora tenho um mantra: ‘Chupanenê’”.
Todos riram à beça, fizeram cara de fim de festa, e o programa poderia terminar não fosse o quase inexplicável interesse de Laura Wie pelo tema.
— Isso significa que você está ligada a alguma religião oriental?
— Não. É mais uma religião sexual — responde Ro Ro.
Laura não entendeu e, curiosíssima, quis saber mais sobre aquele estranho mantra, provavelmente em sânscrito, que Ro Ro usava como oração:
— Mas quando você usa o mantra? Em que momento do dia?
— Ah... em qualquer momento.
— E ele te traz harmonia? Ele te traz paz? O que ele te traz?
— Digamos que ele me traz orgasmos. Chupanenê, entendeu? Chupanenê!
O que começou engraçado, tornou-se constrangedor. Amaury não soube interromper a bateria de perguntas de Laura:
— Mas onde você pratica o mantra? Você procura um cantinho?
— Não. Pode ser em qualquer lugar.
— Até dirigindo?
— Não! Dirigindo não! — revoltou-se Ro Ro.
E foi assim, até Amaury Jr. desejar boa noite a todos."
ARTUR XEXEO
Saturday, September 4, 2010
Petiscagem de Boteco em Pernambuco
Para estimular a participação da clientela, foi criada a promoção "Sou Botequeiro". Os petiscos provados dão direito a selos, que podem ser trocados por brindes do festival.
Outra novidade da edição 2010 é que todos os pratos são inéditos, com preços que vão de R$ 10 a R$ 25.
Os consumidores podem votar no boteco predileto nos quesitos Melhor Tira-Gosto, Temperatura da bebida, Atendimento e Higiene.
Os participantes locais são Antiquário, Banguê, do Cabo, do Dunga, do Gilvan, do Guaiamun, do Márcio, do Zaqueu, Buchada's, Cachaçaria Minha Deusa, Café com Graça, Caldíssimo, Chopperia & Companhia (que serve o Namoro na maré - Patricinha e Mangueboy, na foto), Derbilhar, Fiteiro, Maloca do Alemão, Mercado Rosarinho, O Petisqueiro, Paranóia do Mar e Varanda do Galo.
Mirai e o II Festival Samba e Botequim
Quinze sambistas concorrerão ao prêmio de R$24.000,00 (vinte e quatro mil reais); dez bares servirão deliciosos tira-gostos, enquanto... Os shows rolam com Aline Calixto; Clarisse Grova; Inácio Riose; Arlindo Cruz; Mamão; Ases do Samba, além dos Grupos Deixa Rolar (Miraí) e Sambloco (Muriaé).
A festança que acontece no Largo da Rodoviária (Centro) é uma realização da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho com iniciativa da Dynamis Internacional. O patrocínio é da Energisa através da Lei Estadual de Incentivo á Cultura.
O Samba e Botequim está constituído a partir de três atividades básicas: o concurso de sambas originais e inéditos; os shows com grandes nomes do samba e o festival de culinária de botequim.
Ficou animado? Confira maiores informações no site http://www.sambaebotequim.com.br
Tuesday, August 10, 2010
Vou levando a vida
Capa pronta, todo editado mas, cadê a grana para produzir.
Minha divulgadora já tem até o esquema de lançamento bolado: blitz de bar em bar, regado a chopp e tiragosto.
A editora que ia bancar o projeto queria só para 2012.
Até lá já tinha morrido e neca de catibiriba.
Enquanto isso vou tocando a vida me matando de tanto trabalhar.
É a cozinha, o sítio, a fundação. Pouco paro no Rio pra curtir os agitos de Copa.
Também, pudera morar com sogra ninguém aguenta (deixa ela ouvir eu falando isso, tô morto e no olho da rua!).
Na roça tá um frio de lascar, sei que lá também.
(eta falta de conversa danada...).
Só me resta engrossar o côro: CALA A BÔCA DILMA!!!
Sunday, June 27, 2010
A amiguinha lésbica de Bob Devasso
Um detalhe: toda a vez que a geladeira abria saia um odor de azedo, aquele cheiro de comida estragada própria de gente sem tempo. Uma pena que o doce perfume de banho ficasse misturado ao ar daquele lugar meio podre.
Tuesday, June 15, 2010
Canalhice não é cafajestagem
Monday, June 7, 2010
A Ninfeta do boteco
Era uma dessas morenas gostosas que desde de criança já parece uma mulherzinha.
Uns peitões de mamão, uma boca carnuda, uns cabelos negros, soltos, caídos sobre o ombro, e aquele sorriso ingênuo cheio de felicidade.
Mas tarde descobriu que era afilhada de uma grande amiga sua, a quem pediu permissão para que viessem a trabalhar juntos. Cheio de boas intenções não lhe passava pela cabeça qualquer transgressão a lei.
Não foram poucas as ocasiões que desfrutou do prazer da sua companhia, prazer de brincar, correr e pular atrás da garotada. Era a juventude perdida dos seus tempos de criança. Levantava o seu astral em qualquer ocasião que beirasse a tragédia.
Certa vez seu carro, uma perereca velha, modelo Parati-83 a qual todos nós chamavamos de "margarida" enguiçou, bem ali, em cima do Rebouças, bocada do Morro dos Prazeres em Santa Tereza.
Chovia canivete e a perereca velha de guerra nada de pegar. Saíram os dois na chuva a empurrar o carro, ela a sorrir da situação, cabelos molhados sem medo do perigo, se divertindo do inusitado da situação.
Não foram poucas às vezes que quase tentou...
Numa outra, os dois sozinhos, de galinhagem, brincando que nem criança, dançando ao som da música que rolava na festa. A vida deles era assim, só diversão. Também, pudera eram atores, animadores de festa de criança e as suas vidas era só zoação. O jogo deles era esse: só sedução.
E ela crescendo, e ele vendo a mulheraça que surgia. Suas cantadas levavam em conta sempre a grande diferença de idade que existia entre eles. Tinha que ser sutil, conseguir primeiro pelo menos um olhar, sua atenção.
Um dia a convidou para almoçar, numa boa... Cheio de fome queria entrar no primeiro botequim que aparecessese pela frente para matar um PF, e ela na sua santa ingenuidade emburrou uma cara, e recusou: "está pensando que sou dessas" exclamou. Tinha só dezesseis anos.
Estava crescendo depressa e o seu tempo vital se escasseando virando amigos.
Depois, cada vez mais afastados e unidos apenas por um número se pendurou no telefone para ver se a convencia que não podiam se separar. Ela rindo e fingindo que não entendia nada.
Até que um dia cresceu de vez, virou mulher nos braços de outro, se apaixonou e se foi.
Sentiu sua falta... Era seu sonho de uma paixão terminal indo embora.
Até que hoje, desligado do mundo, apaixonado pelo seu trabalho de mergulhador o telefone tocou e ouviu de novo a sua voz.
Sete anos tinham se passado, ela foi atrás e o achou. Cheia de charme, toda mistério, mulher adulta, sedutora, deixando fluir aquele gosto de pecado através da voz.
Casada, mãe de um filho, lhe fez uma confissão: "Sempre nos demos bem... Gosto do que aprendo com homens mais velhos!".
Diante da sutileza da insinuação teve que se manter equilibrado, sem perder a linha, aquele dom de paizão que sempre teve com ela.
Do papo lhe restou apenas a saudade do tempo em que ela ainda era uma criança, e com essa vontade, esse tesão enorme que não o faz perder a esperança de que um dia ela seja sua mulher.
Sunday, June 6, 2010
Na sordidez de um boteco
Antes de entrar já tinha chamado o hugo junto ao pé da árvore na calçada.
Mas por um acidente do destino estava ali.
A cabeça confusa não conseguia distinguir a diferença entre aquele lugar e qualquer outro boteco da moda de Ipanema.
Tuesday, May 25, 2010
O VALOR DE UMA AMIZADE
Seria esta expectativa a causa da solidão deste homem? Encheu o copo tomou nas mãos um cigarro e foi adiante:
Pobre homem! As dúvidas na sua cabeça bem tinham a ver com seus cabelos brancos. E eu ali, naquele fim de noite a ouvir suas sábias palavras:
Sunday, May 23, 2010
A Petiscagem Gourmet
Em se tratando de acompanhamento para uma gelada todos somos críticos na busca por sabores e acompanhamentos. Se fosse só para matar a fome a gente comprava um sanduba ou um lanche e levava para casa para tomar com a nossa loura.
Mas o que busca o sujeito que sai de um show, uma peça de teatro, um cineminha, ou que apenas marcou um encontro com a turma. Bater um papo, descontrair, ter o que comentar.
Ai vale o ambiente, o lugar do encontro, a mesa de um bar.
E é nessa hora que um bom boteco livra a cara da rapaziada. Entrar num restaurante e ter que enfrentar todo aquele salamaleque, não dá.
O belo dos botecos atuais é que eles não tratam mais o cliente como um morto de fome. É isso que tem, e come!
Cardápios elaborados, chefs atrás dos balcões transformaram todos num crítico gastronômico daqueles, mesmo se tratando de uma simples linguicinha.
E tem mais. Quem entra neste ambiente fica até perdido, tantas as opções que se apresentam.
Aqui no meu "boteco em casa" tenho uma porrada de cardápios, com opções as mais diversas, virando ao avesso situações e desejos.
Para mim cada um tem o direito de comer muito e bem. E de se sentir à vontade para experimentar de tudo.
No mínimo o sujeito vais ter uma 15 opções para se perder de tanto beliscar.
Partindo do princípio que as pessoas me chamam para cozinhar para elas, por ter um hábito alimentar refinado que foge ao simples feijão com arroz tenho que considerar que meu público é, por excelência gourmet.
Não me sinto a vontade nessa história do carioca do "rodízio de petisco". Nem tampouco com a camisa de força da tradição botequeira.
Hoje com os chamados festivais de comida de boteco o cliente está voltando ao antigo hábito, mais do que batido de viver literalmente de bar em bar a procura de novidades gastronômicas.
E é a vocês que não são bestas, nem bobos de trocar gato por lebre, que dedico todo o esforço de me entregar de corpo e alma, e oferecer sempre o melhor da petiscagem gourmet.
Saturday, May 22, 2010
De botequices e botequeiros
“Botecos da Central”, “Botecos da Zona Sul”, “Botecos de Celebridades”, “Botecos de Executivos”, como os definir?
Vamos lá!
BOTECOS DA CENTRAL
A região da Central do Brasil, por ser um ponto de confluência da população mais pobre e da classe média baixa é também um ponto de concentração de um tipo de estabelecimento e comida encontrado em outros pontos do Rio de forma bem esparsa. Talvez apenas a região de Madureira e Copacabana tenham tamanho número de bares assim.
Os lugares em geral são pequenos, onde cabem apenas um balcão e poucas mesas quando as tem. Normalmente o freqüentador fica em pé, ou sentado em balconetes junto ao balcão.
A decoração (se é que se pode chamar de decoração o que existe neste estilo de ambiente) é composta por paredes azulejadas, um quadro com imagem de santo, um expositor com as iguarias que irão acompanhar a aguardente ou cerveja; e quando com mesas, toalhas de plástico “linholene” com uma garrafa de pimenta e farinha em cima, e um porta-guardanapo do tipo estojo.
A comida? Estes são lugares onde se encontra a mais representativa comida de bar carioca, os chamados “pratos feitos” ou “pfs”. A petiscagem é realizada com os mesmos ingredientes dos pratos do almoço: pedaços de frango frito, peixe a milanesa, miúdos de porco do feijão. Em outros, porém, o que se tem é a chamada comida rua, lanches em geral
Não é difícil encontrar por lá música de máquina eletrônica e as indefectíveis máquinas de karaoke (ou videoke).
BOTECOS DA ZONA SUL
Para alguns os botequins, tipo os da Central, ou os “bunda de fora” de Copacabana são os "pé sujo", e os bares da moda da zona sul (ou da Lapa) os "pé limpo" ou "botecos de grife".
Não acho que seja bem assim.
Os chamados botecos da moda nada mais são do que restaurantes de estilo jovem que deram uma voltinha por São Paulo para poder se chamar boteco.
Da decoração dos antigos botequins, o ambiente tenta trazer à lembrança as paredes azulejadas, com todo o mobiliário em madeira, e sem o uso de toalhas.
Nas paredes fotos antigas e retratos, uma tradição muito encontrada nos antigos restaurantes portugueses, dos quais a região de São Cristovão ainda guarda alguns.
A iluminação rarefeita é uma outra característica deste tipo de lugar. Pouca luz chama a azaração jovem, e trás a intimidade que só o alcool dá.
No cardápio petiscos saídos do repertório da chamada comida popular brasileira, misturados a toques de criatividade da gastronomia de bom gosto, como ervas, queijos e azeites.
Quando servindo refeições se aproximam mais de uma pizzaria, restaurante ou churrascaria, do que de um botequim.
Música ao vivo ou eletrônica centrada no repertório da chamada MPB, tendo a antiguidade dos chorinhos e sambas é uma tendência deste tipo de boteco.
BOTECOS DE CELEBRIDADES
Nestes o espaço para bebericagem restringe-se cada vez mais ao lounge. Por serem muitos, amplos espaços dividem-se em churrascarias, restaurantes e pizzarias num mesmo endereço.
Possuem discotecas e ambientes de dança e música ao vivo. Todo o material de uso é chic e de extremo bom gosto.
E quando não são grandes locais são bistrôs, o que no fundo dá a mesma coisa em se tratando de decoração clean.
Não posso falar muito deste tipo de boteco (assim eles se intitulam), pois pouco os conheço, mas nos que fui a comida pouco lembra a comida de um botequim.
Dá para notar a mão de um chef transformando aquilo que era simples em alguma coisa sofisticada.
Alias esta tendência às pequenas porções para petiscagem tem levado alguns a se apropriar do conceito botequim mais como forma de se tornar popular.
A decoração de um “boteco de celebridades” usa muito vidro, transparência, claridade, ficando o escurinho para o local de dança, a não ser quando uma varanda permite economizar e aproveitar a luz da rua ou do luar.
BOTECOS DE EXECUTIVOS
Também um ambiente bistrô está quase em extinção, uma vez que a comida fast-food tem tirado da turma do paletó-e-gravata o prazer do uisquinho ao por do sol. Ainda mais agora que a bolsa de valores se mudou para São Paulo.
O que me vem à memória são os restaurantes de comida a quiilo freqüentados pelos endinheirados funcionários das estatais, multinacionais e diretorias dos bancos do centro da cidade, e que ao entardecer insistem em não fechar.
Não vou me deter muito naquilo que penso da definição para o lugar, pois a que tenho é ultrapassada, posto que agora o meu “boteco de executivo” do passado hoje são botecos de celebridade que fecham cedo.
Sei que vou tomar paulada por tudo que é lado, mas como botequeiro que não se apega as tradições e aos regionalismos tinha que me explicar.
Thursday, May 6, 2010
Um definitivo conceito de botequim
"Eu nunca quis ter um restaurante…
sexta-feira, 30 de abril de 2010
A princípio o título de hoje pode chocar quem não estiver disposto a ler o resto do texto. Na vida também é assim, muitas vezes a primeira impressão é péssima e quando não há interesse mútuo na chamada segunda chance pode-se perder muito. Ou não. Depende de cada um. Depende do que cada um quer!
Eu realmente nunca quis ter um restaurante, eu sempre quis ter uma casa. Casa é o lugar pra onde a gente sempre quer ir. É lá que a gente pode usar camiseta velha e furada. Eu sempre me pergunto cada vez que visto uma: será tem algo melhor na vida? Em casa a comidinha está sempre em cima do fogão. É verdade que na minha época de escola, a minha avó, cuidadosa que só, deixava o meu prato todo arrumadinho dentro do forno morno. Certamente hoje em dia diriam os moderninhos se tratar de uma espécie de câmara de ar quente! Mas era só afeto.
Casa é afeto. Casa é conforto, mas conforto lá tem a ver com excesso? Conforto tem a ver com bem estar. Bem estar tem a ver com cuidado. E cuidado tem a ver com afeto. Logo, tudo começa e termina no afeto.
Afeto desde a escolha dos ingredientes que serão servidos. Até a definição da forma de servi-los. Nesse caso o afeto é extensivo aos próprios ingredientes, já que o respeito, pelo menos o verdadeiro, normalmente também é recheado de afeto. O afeto nas relações, no comprometimento da causa que cada um carrega com orgulho estampado no peito. O afeto do servir. Esse eu considero o mais importante de todos. Sempre digo para o meu pessoal: “Somos serviçais, entrar pela porta dos fundos e usar o banheiro da área de serviço tem que ser uma coisa natural para nós. Caso contrário, não conseguiremos servir com afeto.”
Outro dia escutei de alguns entendidos no assunto a seguinte definição sobre o que vem a ser um botequim: “Botequim é aquele lugar aonde as pessoas vão pra se sentir em casa. É aquele lugar aonde o dono conhece as pessoas pelo nome e sabe do que elas gostam ou não gostam. Botequim é aquele lugar aonde o dono chega cedo e sai tarde, está sempre lá, sabe onde está sujo e precisa limpar e conhece as pessoas que trabalham com ele pela respiração.” Aí eu pensei: “Eu tenho um botequim!” Que bom, já que eu nunca quis ter um restaurante! "
Wednesday, March 24, 2010
Pano pra Manga no Leblon
PANO PRA MANGA NO LEBLON !!!
DIA 28 MAR DOMINGO
GENTE FINA
18:30Até as 19h DAMAS NÃO PAGAM e Homens R$10
Após as 19h Damas R$10 e Homens R$18
DOSE DUPLA DE CHOPP E CAIPIVODKA
TRANSMISSÃO DO CLÁSSICO VASCO X FLUMINENSE
Rua General San Martin, 359 - Leblon
Pronto! Repassei...
Thursday, March 18, 2010
Como montar um boteco com pouco dinheiro
"Se você for um gourmet, e frequenta os bares e botequins da moda contrate o personal chef Byra Di Oliveira para organizar o cardápio e preparar os tiragostos, petiscos, comidinhas e belisquetes da sua festa.
Se estiver com o orçamento curto, ou estiver pensando em contratar um destes serviços de buffet que fazem festa temática siga as dicas abaixo.
COMES E BEBES
. Contate aquela moça que faz as festas de aniversário do(s) seu(s) filho(s) e encomende umas coxinhas, uns rissolis, e uns quibes para você (ou ela) fritar.
. Fale com aquele seu cunhado biriteiro que ele providencia uma linguicinha, porções de batata frita, e uns tremoços e azeitonas para tiragosto, compra o gelo e põe as bebidas na tina;
. Contrate um grupo musical de acordo com o seu estilo e o da sua festa. Por exemplo: para uma pequena reunião um cantor estilo voz e violão, para uma grande festa um conjunto de pagode ou banda de rock estilo anos 70/80;
DECORAÇÃO
Se tiver tempo é bater perna e visitar as lojas do Mercadão de Madureira ou do SAARA, e liberar a criatividade.
. Compre chapéus plásticos, tipo malandrinha para os convidados usarem. Peça que eles compareçam usando camisas listradas;
. Para decoração da mesa das comidinhas, caso o serviço seja do tipo americano use aquele tecido do tipo hospital (TNT) que você encontra em qualquer loja de artigos para festa;
. Compre plástico xadrez e faça umas toalhas para as mesas dos convidados. Existem no mercado toalhas prontas na medida 70x70;
. Não se preocupe com os guardanapos. Eles podem ficar em cima das mesas em copos, ou em estojos de plástico;
. Use copo descartável para os refrigerantes, e para as cervejas copo cristal (rígido). Na falta ponha para fora a sua coleção de copos de requeijão;
. Adquira uma placa de isopor, pinte-a de preto e cole na parede da entrada da festa como se fosse um quadro-negro;
. Fale com o dono do botequim da esquina para ele pedir ao fornecedor de cerveja uma propagandas, e cole-as nas paredes;
. E por último, como homenagem ao aniversariante mande fazer uma faixa com o nome que você vai dar a festa, com o nome do homenageado... é claro.
Agora, se você não quer ter todo este trabalho fale com o Chef Byra Di Oliveira que ele já tem todo um esquema de montagem com o tema pronto."
No mais é lavar a alma de cerveja e cobrir o coração de colesterol. Só por este dia!
Monday, March 15, 2010
Prato feito no centro da cidade...
RESTAURANTES PÉ-SUJO DO CENTRO
RESTAURANTE TEMPERO CARIOCA
Rua Sete de Setembro 194 - Centro
- Cliente paga R$ 6,00, escolhe dois pedaços de carne e pode comer à vontade
- São 14 pratos quentes e oito pratos frios
TRAILER BEM-VINDO
Rua Afonso Cavalcanti 175, Cidade Nova
- Pratos variam de R$ 7,50 a R$ 9,00
PENSÃO ANDRÉ LUÍS
Rua Sete de Setembro, sobrado, Centro
- Restaurante cobra preço único de R$ 9,00 para a refeição
PRATO FARTO
Rua Miguel Couto 127, Centro
- Por R$ 6,00 o cliente pode escolher dois pedaços de carne e comer à vontade
DIET LANCHES
Rua Ramalho Ortigão 9, loja 9, Centro
- Maioria dos pratos custa R$ 9,50 ou R$ 10,00
ESCALADA LANCHONETE
Travessa do Ouvidor 9, Centro
- Preço único de R$ 10,00. Restaurante oferece média de 26 variedades por dia.
- Cliente escolhe carne, frango, peixe ou omelete e tem direito a três ou quatro complementos.
CARIO BRASA
Rua Senador Dantas 117, loja 0, Centro
- Prato feito custa R$ 10,00
- Cliente escolhe os itens, e o atendente monta a refeição na hora
BAR GRAÇA DO PORTO
Rua Silvio Montenegro 48, Saúde
- Preço do almoço a partir de R$ 6,50 (valor do prato executivo)
- Todas as sextas-feiras é servida uma feijoada que sai por R$ 9,50
RICK
Rua São José 35, lojas AZ - terminal Menezes Corte
- Refeição sai por R$ 7,80 com direito a um refresco
- Todos os dias há frango grelhado, carne grelhada e estrogonofe de frango, acompanhados de arroz, feijão, salada, batata-frita e farofa
BRASIL LEGAL
Rua sete de Setembro 174 / 176, Centro
- Refeições custam de R$ 3,50 a R$ 6,50. O valor varia de acordo com a carne escolhida pelo cliente
- Todos os pratos vêm acompanhados de arroz, feijão, farofa, batata frita e salada
BAR DO QUIM
Rua do Teatro 21, loja A
- Vários pratos custam de R$ 7,50 a R$ 10,00
- Tem frango ensopado, frango assado, linguiça calabresa, linguiça de pernil, drumete, sardinha, peixe com pirão e outros pratos saem por R$ 9,50
CANTINA DA CATEDRAL PRESBITERIANA DO RIO DE JANEIRO
Rua Silva Jardim 23, fundos (entrada pela Avenida República do Paraguai)
- Preço único de R$ 10,00
- Cliente escolhe dois pedaços de carne , e os complementos podem ser servidos à vontade. Mas pode repetir.
Sunday, March 14, 2010
Extra traz lista de restaurantes onde é possível comer bem e gastar até R$ 10
RIO - Prato executivo, coma à vontade, refeição para dois... O que não faltam são opções para quem tem que almoçar na rua todos os dias. Mas encontrar um restaurante que cobre um precinho em conta pela refeição não é tarefa tão simples numa cidade como o Rio, onde alguns estabelecimentos chegam a cobrar mais de R$ 30 pelo quilo da comida. O EXTRA percorreu diversos restaurantes do Centro do Rio e descobriu lugares onde é possível comer muito bem e gastar até R$ 10, valor que, segundo a Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (Assert), corresponde à média do vale-refeição que as empresas distribuem a seus funcionários. (Veja aqui a lista dos restaurantes com preços convidativos)
Mais conhecido como restaurante do China, o Via Camões, no Largo de São Francisco, cobra R$ 7, e o cliente pode comer à vontade. No Bar do Quim, na Rua do Teatro, a gastronomia é típica de botequim. Pratos feitos com frango ensopado, linguiça calabresa, drumete ou sardinha saem por R$ 8, em média.
Perto da Polinter, na zona portuária, o Bar Graça do Porto é famoso por servir pratos variados por R$ 6,50. O que mais agrada é a feijoada das sextas-feiras, a R$ 9,50.
O montador de aços Weberson Ribeiro, de 30 anos, gosta de unir preço acessível à comida boa:
- Aqui é muito gostoso - testemunhou, enquanto se deliciava com uma feijoada.
No restaurante Brasil Legal, a proposta é oferecer comida barata para que o almoço não seja substituído pelo lanche: o preço varia de R$ 3,50 a R$ 6,50, de acordo com a carne escolhida.
Para ler a matéria toda clique aqui
Thursday, March 4, 2010
O NOVO PORTAL DO BOTEQUIM EM CASA
Dos diversos estilos daquilo que se convencionou chamar 'boteco' ou 'botequim' escolhemos três: um bistrô, um boteco de grife e um pé sujo.
Para eles selecionamos mais de uma centena de tira-gostos, petiscos, comidinhas e belisquetes, dentre os mais pedidos nos botequins da moda da Lapa, bundas de fora de Copacabana, pés sujo da Central, bistrôs, bares e restaurantes paulistas, copos sujo mineiros, e uma infinidade de outros lugares pelo Brasil afora, distribuídos em cardápios que procuram indicar o tipo de ambiente que irão encontrar quando contratarem nossos serviços.
Isto só foi possível porque a comida popular brasileira é rica e saborosa, permitindo infinitas variações em torno de um mesmo tema, com temperos e preparos diferentes em cada região que se vá.
No entanto, devido aos custos de montagem, e tipo de equipamentos e materiais utilizados nos diversos atendimentos realizados no decorrer destes 5 anos de trabalho fomos obrigados a oferecer os cardápios mais elaborados para grupos menores de convidados em nosso ambiente mais sofisticado, e obviamente para os grupos maiores o ambiente mais em conta e com cardápio mais simples.
Assim fizemos com que nossos principais serviços ficassem focados cada vez mais num público profissionalmente bem sucedido, com hábitos e costumes elitizados, que acessa a internet cotidianamente, e que realiza através dela a maior parte das suas compras e interesses.
Isto porque, como estudiosos e especialistas do assunto, nunca nos preocupamos em demasia com os aspectos decorativos do tema, mas sim com a qualidade da comida, o que fez com que o público elege-se o nosso BOTEQUIM EM CASA como um dos melhores ambientes virtuais da comida de boteco na internet, por termos sempre como preocupação principal o resgate da comida popular brasileira enquanto tradição cultural, visando firmá-la cada vez mais entre as tantas como uma gastronomia refinada e de bom gosto.
Sunday, July 5, 2009
O Festival do Camarão da Praia do Siqueira, em Cabo Frio
Fui em boa companhia. Minha amiga Teca (Terezinha Mousinho, mãe do meu amigo Manfredo "Choveu no Meu Chip" Junior), boa de copo e papo, que do alto dos seus 80 anos tem belas histórias do tempo da convivência com D. Helder Câmara na Juventude Universitária Católica (JUC), e rica passagem pelo mundo espiritualista com sua entidade e mestre tibetano Talabate.
Cabo Frio, como sabem não é mais aquela dos tempos da Brigite Bardot em Búzios. Cheia de gente, comércio esfuziante e trânsito que não fica nada a dever aos piores do mundo.
Cruza daqui, corta prali, informa acolá chegamos a Praia do Siqueira. Não foi fácil encontrar o Festival, que na sua 5ª edição contou com uma péssima sinalizalização, quase que desprezado pela Secretaria de Turismo local.
Mas valeu a pena. Bela idéia de quem a teve, mas bonita ainda pela maneira como é organizado.
Para participar todos que oferecem seus quitutes tem que ser ligados a comunidade de pescadores da Praia do Siqueira, artesãos, quituteiras e barraqueiros.
Dessa vez, como já fizeram no ano passado cada cozinheiro ou cozinheira só podia apresentar e vender até dois únicos petiscos ou comidinhas, que deviam ser diferentes uns dos outros para fazer a variedade à disposição dos gourmets.
Assim tivemos de tudo. Camarão a Dorê, Camarão Acebolado, Escondidinho de Camarão, Bobó de Camarão, Camarão ao Creme com Queijo, Crepe de Camarão, Penne com Camarão ao Molho Branco, Camarão a Milanesa, Panqueca de Camarão, Strogonoffe de Camarão, Croquete de Camarão e muito mais, todos vendidos ao preço único de R$ 7,00 a porção.
Eu em especial experimentei 5 dos acepipes a saber: Coquile de Camarão, um camarão afogado num delicioso tempeiro puxado no alho e depois acrescido a um creme catupiry com champignon, e servido com arroz branco; o tradicional Pastel de Camarão; o Bolinho de Aipim com Camarão; um Bolinho de Batata com Molho de Camarão, e o inevitável Camarão Frito ao Alho e Óleo.
Entre os pecados do Festival o de ser patrocinado por uma marca de cerveja. Neste particular creio que os festivais gastronômicos só poderiam ser patrocinados por fabricantes de farinhas, fermentos, temperos e outros ingredientes ou materiais que pudessem ser usados nas cozinhas.
Patrocínio de cerveja é sacanagem com quem gosta de comer bem.
Senti falta também dessa coisa da moda de dar nota ao petisco. Não que quisesse esculhambar com alguém. Mas quem faz bem feito merecia saber que o seu é o melhor.
E meio nessa linha resolvi eleger o Pastel de Camarão da Dª Maysa como o meu 2º preferido, e o Coquile de Camarão da Dª Cidinha como o campeão.
Semana que vem estarei lá, de novo em Cabo Frio para cozinhar.
Certamente sentirei vontade de voltar a Praia do Siqueira e experimentar os sabores do camarão que a gente boa do local sabe preparar.
Sunday, April 12, 2009
Os bolinhos de aipim da Posse
Lea prepara os jantares das casas dos sitiantes abastados, e Márcia, com curso de aproveitamento de alimentos do Sesc trabalhou durante muito tempo como merendeira do grupo escolar.
Convidei-as para trocar experiências culinárias, e aprender com elas os segredos dos seus "Bolinho de Aipim", que elas vendem em dias de jogos no campo de várzea do lugar.
Primeiro fomos ao sítio do “seu” Izaias para pegar o aipim tirado do pé.
“Seu” Izaias é um camponês proseador que trabalha a terra desde de pequeno. Enquanto foi lá pegar o aipim ficamos conversando com a mulher dele, que nos vendeu “ovos caipira” a R$ 4,00 a dúzia. Perguntei sobre as galinhas e quase cai para trás com o preço: R$ 13,00 o kilo.
Aipim bonito aquele, fruto de uma terra preta, raiz das boas.
Das conversas fiquei sabendo que era do tipo “carioca”, de casca branca, o melhor para o preparo de bolos e salgados, enquanto que o de outro tipo, mais encontrado e vendido nas grandes cidades é o de “casca rosa”, mais amanteigado, gostoso para comer a mesa com manteiga no café.
Na cozinha deixei as duas à vontade, trocando ricas experiências culinárias, até que chegamos a uma definitiva receita.
A carne moída do recheio da Lea é show de bola. Refogada com cebola batidinha, salsinha, cominho e colorau feito em casa.
O aipim depois de descascado e cozido na panela de pressão, por uns 15 minutos após levantar pressão ficou cozido no ponto para passar pelo amassador.
Só que este tipo de aipim não pede farinha de trigo para pegar o ponto da massa.
Para não ficar pegando, e bom de moldar os bolinho acrescentamos 1 colher de sopa de óleo de milho por kilo de aipim cozido, que no meu caso foi passado antes pela máquina de moer carne no dente largo, ainda quente, depois de tirados os fiapos.
Ficou uma massa tão boa e uniforme que parecia um sorvete de creme.
Depois foi só moldar os bolinhos, que fizemos de carne moída e carne seca.
Durante o encontro repassei, além de noções de gastronomia técnicas de congelamento, colocando a sua disposição os nossos freezeres para alcançar os seus objetivos profissionais. Junto com isso também as instrui sobre o comércio dos seus produtos.
Daqui para a frente vai ser assim, já que a idéia da cozinha comunitária não vingou.
Reunião e bate-papo com outras mulheres do local para trocar experiências, e tentar conscientizá-las a gerar renda com suas habilidades quase que domésticas.
Sunday, April 5, 2009
Seria o gambá um animal em extinção?
Mica é o caseiro do sítio, homem dos sete instrumentos.
Quando soube que os gambás estavam escondidos no sótão da casa ficou eufórico.
Montou tocaia durante dois dias esperando os bichinhos aparecer.
Até que no terceiro eles resolveram dar as caras descendo pelo cajueiro.
Mica correu atrás, deu-lhes uma paulada que não pegou – os bichinhos correram céleres pra cima da árvore e de lá não resolveram mais sair -, e saiu todo prosa contando vantagem.
Mica foi em casa, pegou uma lanterna e voltou, subindo na árvore... E nada!
Até que, outro dia a tardinha, saindo do pasto depois de apartar os bezerros recebeu a notícia. Estavam fazendo barulho, em cima do forro da cozinha.
Rapidamente subiu no telhado com um cabo de vassoura e foi direto onde um dos bichinhos estava.
Deu dó! Agarrou o gambá pelo rabo e aplicou-lhe uma pancada na cabeça. O bichinho chorava, e ainda estava estrebuchando quando ele o jogou de cima do telhado.
Não agüentei a cena de vê-lo carregando o gambá pelo rabo, a caminho da sua casa de onde iria direto para a panela.
E eu que não sou amante de carne de caça fiquei curioso para saber o gosto que têm, como se prepara e faz.
Hoje numa prosa na varanda recebi uma aula desse animal, tido por alguns como peçonhento, amigo do meu pé de siriguela, inimigo dos ovos das galinhas do quintal.
O gambá é um animal estranho. Feio que nem dó exala um fedor, uma catinga sempre que está acuado.
E é essa catinga, esse fedor que tem que se cuidado em retirar ao preparar.
São duas glândulas debaixo do sovaco e duas na altura da virilha que tem que ser arrancadas fora antes do preparo. Tem também uma outra carne no pescoço que tem que ser tirada.
Depois é pegar o bicho e “salpicar” no fogo (salpicar é queimar o pêlo assim como se faz com o porco).
Salpica e raspa, tantas vezes quantas forem necessárias para limpar todo o couro.
Depois lava-se o bicho, corta-se ao meio da cabeça ao rabo, dividindo em dois.
Parte-se em pedaços e põe para marinar num tempero a base de alfavaca, alho, sal, vinho tinto, e para alguns cebola.
Curtida bem a carne leva-se ao fogo com água para cozinhar e amaciar em panela de pressão.
Ao final, vendo que os pedaços estão macios joga-se fora o molho e frita-se em gordura quente.
Não foi dessa vez experimentei. Mas da próxima, se o bichinho for mais carnudo, com menos gordura vou provar.
O papo estava rolando quando chegou “seu” Romário, pescador de Arraial do Cabo falando de passarinho.
Foi quando perguntei: “Já comeu gambá, “seu” Romário?”
“Já comi sim..” respondeu “...mas hoje não sei se teria coragem de comer mais não!”
“Antigamente a gente comia rolinha, pombo, passarinho, tudo matado com estilingue. Hoje, velho tenho pena desses bichinhos de Deus que vivem perdidos no meio do mato” arrematou em tom de pena.
Gente simples com suas estórias, perdidos que nem gambá, com suas preocupações ecológicas nesses tempos em que a preservação do meio ambiente esbarra, volta e meia com os prazeres da carne.
Wednesday, March 25, 2009
Nosso modo de enfrentar a crise
Reduzimos custos e adotamos uma nova política de preços, com descontos significativos graças ao corte de pessoal em nossa equipe de cozinha, e deixando de lado serviços que antes oferecíamos como obrigatórios.
Com isso o cliente poderá optar por um serviço mais simplificado, com preço reduzido sem, no entanto mexer na qualidade dos produtos servidos em nossos cardápios.
Certamente estas mudanças implicarão em mais trabalho, mas o custo-benefício alcançando por ambas as partes – cliente e VIRTUAL BOTECO BISTRÔ permitirão ultrapassar este momento difícil.
Isso não quer dizer que tenhamos deixado de lado nossos planos de crescimento.
Com um volume de investimentos significativos já em plena crise alcançamos um nível de atendimento igual aos dos chamados “botecos de grife”, com uma apresentação dos serviços impecável e um cardápio, considerado por alguns melhor que os deles.
Paralelamente, com o estabelecimento da sede para a Região dos Lagos em nosso sítio adotamos em nosso cardápio o conceito “slow food”, atendendo a um número menor de clientes com muito mais qualidade naquilo que está sendo servido.
Todo este movimento resultou na melhora da prestação de serviços a um preço bem menor.
Claro que o corte na minha equipe de cozinha significará uma sobrecarga de serviço que não poderá permanecer por muito. E mesmo o fato de tornar opcionais itens da ambientação descaracteriza bastante o conceito original da nossa idéia de boteco, tendo que logo voltarem a ser incorporados ao preço normal.
Nada disso no entanto demove a nossa crença que este momento é passageiro, e que todos nós sairemos ganhando ao final deste momento.
Sunday, March 22, 2009
O prazer de cozinhar com qualidade de vida
Como a base de atendimento para a Região dos Lagos em nosso sítio em São Vicente de Paulo, distrito de Araruama já conta com acesso a internet e comunicação telefônica eficaz, partimos para completar o nosso projeto de vida de deixar de lado o ritmo frenético do dia-a-dia da cidade grande, e praticar o prazer de cozinhar com consciência e responsabilidade.
Tudo isso sem perder as características principais que fizeram do VIRTUAL BOTECO BISTRÔ uma bem sucedida idéia: garantia de pontualidade, qualidade nos serviços e atendimento personalizado, com preços menores que os dos botecos da moda que atendem a serviços de botequim em casa.
A partir de agora nossos clientes irão consumir em suas festas e eventos uma gastronomia que junta a culinária que pratico ao conceito de 'slow food', com a maioria dos petiscos e comidinhas preparados com alimentos regionais produzidos de maneira responsável e sadia, ao mesmo tempo em que desenvolvo um trabalho social que permite aos moradores e sitiantes do lugar cultivar o hábito de uma alimentação saudável.
Com isso espero levar a mais pessoas o gosto e o prazer de comer bem com qualidade de vida em seu dia a dia.
Wednesday, February 25, 2009
O Rio não é Olinda, onde impera a tradição

Para mim que passo com freqüência diante daquela maravilha de cimento armado que é o sambódromo vê-lo cheio de gambiarras, andaimes, gente a toa querendo ganhar algum, e sujeira, muita sujeira foi uma tristeza.
Tuesday, February 24, 2009
Um choque de alegria pelo celular
Quase que unanimemente todos creditam a garotada este retorno.
Mas vou mais além.
Quem não se lembra do poder público investindo grana para botar coreto com bandas em diversos pontos da cidade?
Contratavam-se músicos, som e palanque para tentar juntar a multidão... E nada!
Na origem o carnaval de rua dos bairros sempre foi um carnaval que girava em torno das praças, para onde se dirigiam os moradores para ver as fantasias de algum folião mais alegre.
Aos poucos esta tradição foi se esgotando e restringindo-se a meia dúzia de localidades.
Até o Centro da cidade com a eleição do carnaval baiano e do sambódromo pela rapaziada sofreu um esvaziamento.
Mas eis que junto com o chamado achatamento da classe média o Brasil (e o carnaval) ganham dois poderosos aliados para trazer de volta a alegria às ruas: o celular e a internet.
Com isso ficou mais fácil pra garotada duranga se libertar da TV nos dias de carnaval e ganhar as ruas.
A programação dos poucos blocos que haviam ganhou a rede, e a comunicação se espalhou pelo celular.
Hoje, para onde você vá tem alguém marcando encontro e cantando a pedra do lugar mais animado pelo celular, este apaixonado elemento de comunicação dos mais jovens, que trouxeram com ele a sua irreverência de folião, que já se pensava perdida pelos cariocas e visitantes para outras terras.
Agora só faltam o poder público chamar para si a responsabilidade, e organizar a coisa para que não se perca este momento da cidade voltar a se firmar internamente como opção viável de se brincar o carnaval.
Não dá para ir nesta direção de jogar no colo dos blocos a tarefa.
Banheiro químico? É coisa da prefeitura sim!
Segurança? É coisa da prefeitura (e do estado) sim!
Apoio técnico? É coisa da prefeitura sim!
O máximo que cabe aos organizadores dos blocos e correr atrás de patrocínio para parar com essa idéia maluca de vender camiseta para pagar músicos e ritmistas.
A indústria de bebidas, que vem ganhando fortunas com os ambulantes que saem que nem baratas do esgoto por ai tem que colaborar.
Senão os malucos desse tal choque de ordem vão querer organizar tanto (e tirar o corpo fora), que essa tranquila alegria que o Rio ganhou vai virar uma imensa bagunça ficar violenta e voltar a ser o que já virou no passado, um desanimado coreto de pracinha.
Saturday, February 21, 2009
A santa água do Barbas
Tinha combinado de sair da praia e cair na folia, ali por Botafogo perto de Copacabana aonde fui tomar meu banho de mar.
No que cheguei à concentração do bloco estranhei os foliões. Uma gente de banho tomado, toda produzida, com aquele astral de paulista em carnaval baiano.
A bateria até que era legal, mas tinha um puxador em cima de um trio elétrico que cismava de dar uma de puxador de samba enredo, com aqueles gritos de guerra de quadra de escola de samba, de animador de torcida em quadra de vôlei de praia.
Eis que surge, cercado por uma dezena de seguranças bem vestidinhos o dono do bloco. Falou do patrocínio, da sua praia de carioca, e patati, patatá, pura cagação de regra.
Naquela de querer explicar porque o bloco saia de corda (alias, novinha em folha!) falou a palavra que me chamou a atenção: pipoca, referindo-se ao pessoal que ia ter que pular para o lado fora da área reservada ao pessoal que tinha comprado a camisa.
Pipoca? Isso é coisa de carnaval baiano, cercado de comércio e disciplina.
E não é que eu estava mesmo no bloco errado! Ao invés do velho e bom “Bloco do Barbas” do Nelson Rodrigues tinha eu me metido no “Dois pra lá, dois pra cá” do Carlinhos de Jesus, o famoso bailarino com alma de pop-star.
E lá fui eu correndo para a Arnaldo Quintela em busca do meu passado, dos meus primeiros carnavais brincados no Rio, lá pelo final da década de 80 quando cheguei de Niterói para morar em Botafogo.
Dessa época meus dois símbolos da folia fora o “Boka de Espuma” e o “Bloco do Barbas”, que naquela época ainda era o botequim do Nelson para quem se lembra.
O empurra, empurra a mistura de odores, a irreverência da garotada, e a descontração na maneira de vestir e trajar, misturando raças e classes sociais demonstravam que eu estava a caminho de um verdadeiro “bloco de sujo”.
E lá fui eu atrás da multidão, arrastando os chinelos, cantando o refrão meio atravessado, até dar de cara com o símbolo maior do bloco: o carro-pipa.
Foi um custo chegar bem perto, e deixar o corpo encharcar daquela água, que para muitos, como para mim foi no passado mais parece a água benta que batiza a todos os foliões cariocas... Santa invenção!
Os pés sujos de lama, as vestes cheias de água só faziam crescer a alegria, a emoção de estar ali, no meio da multidão gritando para a moça que em cima do caminhão organizava a hora certa de jorrar o santo líquido: “Gordinha, gordinha, gordinha!”.
Para dizer a verdade este foi meu segundo dia de carnaval, posto que no primeiro fui ao “Concentra, mas não sai” e tive meu celular roubado, e continuo fazendo um esforço danado para me esquecer.
Mas do “Bloco do Barbas” não esquecerei jamais!


